Adriano Queiroz - Diario do Nordeste/AE
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Dilma é alvo de desagravo e protestos em inauguração em Fortaleza

Presidente esteve em inauguração de estações de metrô na capital cearense, marcada por manifestações de grupos indígenas, médicos e estudantes; houve princípio de tumulto

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo,

18 de julho de 2013 | 14h21

A inauguração de duas novas estações de metrô na capital cearense tornou-se um ato de desagravo à presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira, 18, enquanto, do lado de fora, índios protestavam contra o governo federal. Na tentativa de acalmar os ânimos, três líderes indígenas foram convidados a ficar na plateia para acompanhar a cerimônia, mas houve princípio de tumulto.

Em seu discurso, a presidente não fez menções aos atos, mas relembrou as manifestações de junho. "Democracia exige sempre mais democracia. Direitos sociais exigem mais direitos sociais. Tudo que fomos capazes de conquistar vai abrir caminho para querer sempre mais", disse.

Durante a fala das demais autoridades, ministros e o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), fizeram declarações de apoio a Dilma. "Teve muito barulho em junho, mas a poeira vai baixar e o trabalho vai aparecer", disse o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Antes do início da cerimônia, cerca de 150 índios já estavam em frente à estação. Ele pediam a demarcação de terras indígenas no Ceará e a manutenção do escritório da Funai no Estado. Dilma chegou ao local de metrô, vinda de outra estação e não passou pelos manifestantes. Bombeiros e estudantes também participaram do ato. Alguns carros de jornais e emissoras de televisão foram pichados. Em outro local, cerca de 300 médicos também aproveitaram a presença de Dilma na cidade para protestar.

Para evitar confusão, integrantes do governo permitiram que três líderes indígenas acompanhassem o evento e entregassem uma carta de reivindicações a um representante da Secretaria-Geral da Presidência.

Quando Dilma discursava, porém, parte dos manifestantes que estava do lado de fora teria forçado a entrada na estação e houve princípio de tumulto com a Tropa de Choque. Os líderes indígenas foram chamados às pressas para negociar com o grupo e conseguiram acabar com a confusão.

Gafe. Durante o discurso, a presidente cometeu uma gafe e esqueceu o nome do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PSB). Ela precisou pedir ajuda aos seus auxiliares.

Ao final da cerimônia, a presidente deixou o local de metrô, sem passar pelos manifestantes. Dilma também participa de outras agendas oficiais em Fortaleza nesta tarde.

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