Dilma é a 'mãe' do PAC, diz Lula em morro do Rio

'Agora vocês também vão ver o que é ser cobrado pela Dilma', disse o presidente, em discurso

Kelly Lima, da Agência Estado,

07 de março de 2008 | 11h28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de "mãe do PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento) durante a inauguração das obras de saneamento e habitação no Complexo do Alemão, no Rio, nesta sexta-feira, 7. "A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cobra, junto com o Márcio Fortes (ministro das Cidades), se as obras estão andando. E agora vocês também vão ver o que é ser cobrado pela Dilma", disse o presidente, em discurso. A ministra estava também no palanque, porém mais afastada do presidente e foi puxada por Lula para ficar ao seu lado.   Veja também: Lula chega a morros no Rio para anunciar PAC de R$ 1 bi  Veja quais são as obras do PAC nos morros do Rio   Veja o balanço do PAC   Agentes estão infiltrados nos morros há dois meses  Associações negam ter feito acordo com tráfico  Vinda de d. João será lembrada na visita de Lula   Segundo cálculos da Polícia Militar, Lula foi saudado por cerca de sete mil pessoas, e durante todo o tempo fez críticas aos políticos do passado que não cuidaram do crescimento da favelas. "Veja o resultado do milagre brasileiro da década de 80", disse Lula, enganando-se quanto à década do "milagre", que foi a de 70.   "Na medida em que os ricos iam progredindo lá para as bandas da zona sul, os pobres foram afastados e se amontoaram em barracos. Se cada prefeito, cada governador que passou por aqui, tivesse feito um pedacinho, não teríamos de anunciar esse projeto desse porte agora. Tem políticos no Brasil que só gostam de pobres na época de eleição", disse o presidente.   Moradores e outros participantes do lançamento das obras do PAC no Complexo do Alemão foram revistados com detectores de metais e um forte esquema de segurança foi montado pela Política Militar ao redor do palanque, com 350 homens, 40 viaturas e 60 pára-quedistas do Exército à paisana.

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