Dilma diz ser difícil esperar por aprovação do Orçamento

'PAC, se a gente não abrir o Orçamento, vai ficar bastante comprometido', diz a ministra da Casa Civil

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

07 de março de 2008 | 16h22

Depois do encerramento da cerimônia do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).  na favela da Rocinha, Rio de Janeiro, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu a aprovação do Orçamento o quanto antes. "Já está ficando difícil esperar a aprovação. O PAC, se a gente não abrir o Orçamento, vai ficar bastante comprometido", afirmou. E completou: "O governo está fazendo o maior esforço para compatibilizar duas coisas: a necessidade de resultados concretos de obras que o País precisa e, ao mesmo tempo, o respeito que se deve aos processos no Congresso. Mas este processo está ficando cada vez mais difícil, mais estreito."     Veja também: Lula chega a morros no Rio para anunciar PAC de R$ 1 bi  Veja quais são as obras do PAC nos morros do Rio   Veja o balanço do PAC   Agentes estão infiltrados nos morros há dois meses  Associações negam ter feito acordo com tráfico  Vinda de d. João será lembrada na visita de Lula A ministra afirmou ainda que se o Orçamento não for aprovado, o governo terá inevitavelmente de baixar medidas provisórias. "Semana que vem é um momento decisivo para avaliar o que vem depois. Porque não é possível que obras da importância dessa, como Rocinha, Manguinhos e todas as outras que vocês não estão vendo aqui, mas nós sabemos que estão ocorrendo, estejam paralisadas porque o Prçamento não é aprovado." Dilma Rousseff afirmou que o governo está fazendo o maior esforço para compatibiliza o cronograma de obras com a liberação de recursos.   Mais cedo, Lula disse que foi "aconselhado por Deus" a deixar o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o segundo mandato e chamou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de "mãe" do PAC. O discurso de Lula aconteceu durante inauguração das obras de saneamento e habitação no Complexo do Alemão, no Rio, nesta manhã.    "Foi importante que não anunciássemos o PAC antes das eleições de 2006, porque senão vocês iam ler em manchetes de jornal que estaríamos lançando um programa apenas com interesse eleitoral", afirmou o presidente para um público estimado em 7 mil moradores, segundo a Polícia Militar. "E deus é tão justo e tão grande que abriu minha consciência para começar esta obra do PAC exatamente no momento em que eu não disputo mais eleições no Brasil porque o mandato (presidencial) termina em 2010", completou.

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