Dilma diz que 'verdade deve vencer mentira' nas eleições deste ano

Ao defender sua reeleição, presidente afirmou que, em 2002, a esperança venceu o medo

Ricardo Brito e Ricardo Della Coletta, Agência Estado

21 Junho 2014 | 13h43

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff voltou no tempo para defender a sua reeleição, mas mantendo o adversário de sempre: o PSDB. "Se 2002 a esperança venceu o medo, nesta a verdade deve vencer mentira e desinformação", disse nete sábado, 21, na convenção nacional do PT, que está ocorrendo em Brasília. No evento, Dilma foi escolhida oficialmente como candidata petista ao Planalto, em reeleição, nas próximas eleições. "Nosso projeto de futuro deve vencer aqueles cuja proposta é retornar ao passado", defendeu.

Em uma campanha que tem a palavra "ódio" já bastante presente, Dilma afirmou que "a verdade deve vencer a mentira e a desinformação". A polarização com o PSDB, entretanto, já havia sido prometida, conforme discurso anterior do presidente do partido, Rui Falcão.

Dilma fez referência à crise econômica internacional, cujos reflexos causam problemas para a sua candidatura. "A crise econômica e financeira ameaçou a estabilidade não só das maiores economias. A crise ameaçou também o sistema político ao semear nos países uma imensa desesperança", declarou a presidente. Em seguida, Dilma dirigiu-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e fez um comentário para mostrar que o governo PT ajudou o Brasil a enfrentar melhor as turbulências globais. "Quando o senhor assumiu, o Brasil era um; hoje é diferente e muito melhor. Nosso País não se ajoelhou (na crise) como fazia em todas as crises no passado", afirmou.

Dilma disse ainda que nos governos do PT o Brasil "não se ajoelhou" na crise financeira mundial como ocorreu em períodos de turbulência econômica no passado, quando o País era administrado pela oposição.

Em seu pronunciamento na convenção nacional do PT, Dilma disse que no passado o Brasil se defendia de crises econômicas de uma forma "perversa" - com medidas de austeridade, como aumento dos juros e arrocho salarial -, enquanto que na atual o País soube defender o emprego e o salário do trabalhador. "Eles alienavam o nosso futuro", concluiu a presidente.

A convenção nacional do PT, que ocorre neste momento em Brasília, oficializou a indicação do nome de Dilma para disputar um segundo mandato como presidente da República.

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