Dilma diz que subirá em dois palanques em Goiás

A pré-candidata do PT à Presidência da república, Dilma Rousseff, disse hoje em entrevista à Rádio Terra FM, de Goiânia, que subirá em dois palanques no Estado, o do PMDB do ex-prefeito Iris Resende, e do PP, que lançou Vanderlan Carlos para suceder o atual governador Alcides Rodrigues.

ANA CONCEIÇÃO, Agência Estado

02 de junho de 2010 | 13h33

Outro partido da base governista, o PRB, também lançou pré-candidato ao governo goiano, Ênio Tatico, e reivindica o apoio da ex-ministra. Sem querer melindrar nenhuma legenda, Dilma afagou a base aliada durante a entrevista. "Quem garantiu as melhorias do País durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um conjunto de partidos: PMDB, PP, PR, PRB, PCdoB, PSB, PDT, junto com o PT."

A pré-candidatura da ex-ministra já tem o apoio oficial do PMDB, mas ainda disputa o PP em nível nacional, uma vez que o partido tem sido cortejado também pelo PSDB de José Serra.

A presidenciável lembrou ter tido boa relação com Íris e Alcides durante sua permanência no governo federal e que pretende manter ambos como suportes de sua candidatura no Estado. "As duas pré-candidaturas representam um conjunto de forças que estão na base de alianças que pretendemos manter, representado pelo grupo do governador Alcides e por outro lado o grupo do Iris Resende", afirmou. Segundo ela, tanto o PMDB, quanto o PP têm a mesma concepção de projetos de governo. "Vou voltar aqui e vou estar nos dois palanques porque temos essa trajetória de ações feitas".

Durante quase uma hora de entrevista, a ex-ministra repetiu o que tem dito em outras entrevistas, como o fato de ser este o momento de o País ser governado por uma mulher. "Conquistamos um lugar na sociedade. A mulher cuida, incentiva e fiscaliza, para saber se as coisas vão bem", disse. Também prometeu desonerar remédios, investimentos, exportação e folha salarial, e prometeu construir o Aeroporto de Goiânia, parado há anos por causa de questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU). "Sempre tentamos um acordo para não ter que fazer tudo outra vez. Mas do jeito que está é mais fácil abrir outra licitação. Eu vou resolver essa questão, que virou uma questão pessoal. É um absurdo isso não tem sido resolvido", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.