Dilma diz que resultado da CNI/Ibope 'não substitui o processo eleitoral'

Candidata descarta 'salto alto' após pesquisa colocá-la pela primeira vez à frente na disputa

Bruno Siffredi, estadão.com.br

24 de junho de 2010 | 11h53

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira, 24, que "ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte", ao comentar o resultado da pesquisa CNI/Ibope que a colocou pela primeira vez na liderança, com 40% das preferências. "A pesquisa não substitui o processo eleitoral", ressaltou a petista em entrevista para a rádio Itatiaia, de Minas Gerais.

 

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"É de fato uma pesquisa interessante, mas a gente não pode apostar que a pesquisa substitui a eleição", disse Dilma. "Daqui pra frente, a gente vai reforçar o trabalho e o esforço, porque a eleição é dia 3 de outubro."

 

A ex-ministra-chefe da Casa Civil disse que não vai subir no "salto alto" após ultrapassar o candidato do PSDB, José Serra, que aparece com 35% das intenções de voto. "Há em todas as pesquisas uma certa precariedade, porque elas sempre refletem o momento", disse.

 

Campanha antecipada. A candidata do PT comentou a decisão do Ministério Público Eleitoral (MPE), que encaminhou na quarta-feira, 23, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação contra ela por ter participado, ao lado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), da inauguração de um hospital, em que teria ocorrido campanha antecipada.

 

Para Dilma, a situação "faz parte do processo". Ela assegurou que foi ao evento no Rio de Janeiro apenas para comemorar o dia internacional da mulher. "Não teve nenhum pedido de voto, não teve nenhuma intenção, nem da minha parte, nem do ministro Temporão, nem do secretário Sérgio Porto, nem tampouco do governador Sérgio Cabral", afirmou.

 

Disputa plebiscitária. A petista disse acreditar que existe uma "tendência de polarização" nesta eleição. "Essa é uma tendência que deriva do fato de que nós temos um projeto muito claro, muito definido, um projeto que é de continuidade do governo do presidente Lula."

 

Dilma ainda alfinetou o candidato tucano, ao afirmar que a polêmica sobre o suposto dossiê contra José Serra seria uma "estratégia" do rival. "Acho que fazia parte de uma estratégia do meu adversário, que parece que não esta dando muito certo", observou ao ser questionada sobre o caso.

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