Dilma diz que PT representa nova forma de fazer política

No maior comício realizado desde o início da campanha de Márcio Pochmann (PT) pela prefeitura de Campinas, a presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que o PT "representa uma nova forma de fazer política" no Brasil. Para cerca de 20 mil pessoas que ocuparam duas praças no centro do município, Dilma, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, subiu ao palanque de Márcio Pochmann para afirmar que ele representa o novo mas não a inexperiência. "Representamos em 10 anos de governo, oito anos do Lula, e dois anos do meu governo, uma nova forma de fazer política com desenvolvimento para o País e onde as pessoas tenham oportunidade de estudar", disse Dilma

RICARDO BRANDT, Agência Estado

20 de outubro de 2012 | 14h48

Na única cidade de São Paulo, fora a capital, onde Dilma e Lula farão campanha nesse segundo turno, a presidente e o ex-presidente atacaram os governos do PSDB. Na cidade, o partido que é oposição ao PT no governo federal, tem um vice na chapa do candidato Jonas Donizette (PSB). O ex-presidente afirmou que o PSDB em 20 anos à frente do governo do Estado de São Paulo não beneficiou Campinas como o PT no governo Federal. "Duvido que os tucanos que estão no governo do Estado tenham colocado nesses 20 anos em Campinas o dinheiro que eu coloquei quando fui presidente", disse Lula, que também afirmou que o PSDB levou para a cidade apenas "presídios e os pedágios mais caros do Brasil."

Lembrando a eleição presidencial de 1989 em que foi derrotado por Fernando Collor, Lula afirmou que o Brasil não pode cometer o erro que cometeu naquela época. "Não foi o Lula que perdeu, foi o Brasil que perdeu a chance de ter começado a evoluir 20 anos atrás. Se tivéssemos ganho a eleição, não teríamos tantos jovens na criminalidade e sem educação", disse o ex-presidente, que indicou pessoalmente o nome do economista Pochmann para a disputa em Campinas.

Num palanque repleto de ministros do governo federal, prefeitos eleitos petistas e lideranças nacionais do partido, a presidente Dilma mandou um recado para o adversário local do PSB, que tem usado a aliança do partido no governo federal na campanha: "Somos de um governo que não persegue ninguém e não discrimina, mas isso não significa que eu não tenha time."

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