Dilma diz que pode acabar com miséria na próxima década

Pré-candidata do PT à Presidência da República também criticou a ação do MST ao ocupar prédios públicos

Ângela Lacerda, da Agência Estado

20 de abril de 2010 | 14h43

RECIFE - A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sente-se extremamente preparada para governar o Brasil, terá sempre o presidente Lula como conselheiro e acredita que, "do ponto de vista do projeto que representa" pode acabar a miséria no País na próxima década. "Sabemos como fazer", afirmou ela em entrevista nesta terça-feira, 20, ao programa Supermanhã, de Geraldo Freire, da Rádio Jornal, do Recife, a de maior audiência em Pernambuco.

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A ex-ministra da Casa Civil condenou a prática do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) de ocupar prédios públicos e impedir o trânsito dentro do chamado Abril Vermelho. "É incorreto e ilegal e não se pode conviver com ilegalidade estando no governo, de jeito nenhum", disse, ao observar que o governo Lula instituiu a paz no campo, com assentamento de famílias em 590 mil hectares de terra. "Não faltou política social para este pedaço da população", disse, referindo-se às pessoas marginalizadas e sem terra.

 

 

Ela voltou a criticar a oposição, que acusou de manter "comportamento dúbio", ora criticando, ora elogiando e ora voltando a criticar programas do governo, de acordo com a plateia e com seus interesses. E disse não esquecer "que chamaram o Bolsa Família de bolsa esmola, bolsa preguiça", sem a percepção de que o programa é uma das maiores armas na luta contra a miséria.

 

 

A pré-candidata também fez algumas confissões pessoais na entrevista concedida no seu escritório em Brasília. Disse não estar apaixonada, o que considera "lamentável". "Todas as pessoas deveriam se apaixonar, a gente fica mais vivo", observou. Contou também enfrentar dificuldade para perder três quilos que adquiriu. Sua agenda não permite as aulas de Pilates e, por enquanto, tem feito "um pouquinho" de musculação.

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