Dilma diz que pesquisa 'não autoriza ninguém a entrar no oba-oba'

Candidata petista afirmou que não é possível prever o que vai acontecer em dia da eleição

Anne Warth, da Agência Estado,

05 de agosto de 2010 | 19h33

SÃO PAULO - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira, 5, que vê com otimismo a tendência de crescimento de sua candidatura, confirmada pelos resultados da pesquisa CNT/Sensus, na qual aparece com 41,6% das intenções de voto, 10 pontos porcentuais à frente de seu principal adversário, o tucano José Serra, que tem 31,6%. Ela afirmou acreditar que a pesquisa é um diagnóstico do momento e disse que não é possível prever o que vai acontecer no dia 3 de outubro, quando serão realizada a eleição, apenas com bases nesse tipo de levantamento.

 

Veja também:

CNT/Sensus coloca Dilma 10 pontos à frente de Serra

 

"Acho que temos que ter muita cautela. Isso não autoriza ninguém da minha campanha a subir no salto ou entrar no oba-oba de quem já ganhou", disse ela, em entrevista coletiva concedida no Hotel Tivoli Mofarrej, na capital paulista. "Se acharmos que a pesquisa é definitiva ou reflete mais do que o estado, a temperatura e a pressão do dia, não vamos ter a atitude correta e vamos perder a humildade necessária. Como tendência de crescimento, obviamente olhamos com otimismo", declarou.

 

Questionada sobre a possibilidade de vencer a eleição ainda no primeiro turno, Dilma voltou a fazer referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que liderava as pesquisas de intenção de voto durante as eleições para a Prefeitura de São Paulo em 1985, posou para fotos sentado na cadeira do prefeito e acabou perdendo as eleições para Jânio Quadros. Sem citar o nome de FHC, ela disse que "todo mundo que antecipou e sentou na cadeira antes teve efeitos muito negativos. Acho que a soberba e a autossuficiência nunca é premiada".

 

"Não acho bom para a minha campanha que a gente fique colocando essa questão de ganhar ou não no primeiro turno. Acho que é importante a gente respeitar as condições em que a eleição se dá no Brasil e ter uma atitude de respeito com o eleitor", afirmou.

 

Dilma concedeu entrevista horas antes de participar do debate promovido pela TV Bandeirantes, a partir das 22 horas, em São Paulo. Ela disse estar confiante e afirmou ter as melhores expectativas em relação ao debate. "Estou muito confiante de que vamos ter um debate excelente e que as propostas vão ser feitas", afirmou.

 

A petista disse que conciliar a agenda da campanha com as gravações para a propaganda eleitoral gratuita, que começa no dia 17 de agosto, será um "turbilhão", mas que será uma tarefa menos exaustiva que a chefia da Casa Civil. "A gente é obrigado a fazer de um tudo", disse, ressaltando o sotaque mineiro.

 

Futebol. Dilma disse ainda que espera contar com a ajuda dos câmeras da TV Bandeirantes para acompanhar o resultado da partida entre São Paulo e Internacional, pelas semifinais da Libertadores, transmitida no mesmo horário do debate. Dilma, que é torcedora colorada, desejou ao Internacional um bom jogo. "Sei que muita gente vai ficar com o controle remoto na mão mudando para um lado e para o outro. Espero que no mínimo o telespectador nos dê o direito do controle remoto", brincou. "Desejo ao Internacional um excelente desempenho, mas se alguém gritar, vamos supor que um câmera grite gol, eu vou fazer aquele olho comprido. Quem sabe assim ele me diz de quem é o gol", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
DilmaPTCNTSensuspesquisa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.