Ed Ferreira/AE
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Dilma diz que paralisação de obras é 'crime contra população'

Ministra voltou a se referir à recomendação do TCU para que obras com irregularidades sejam interrompidas

estadao.com.br,

12 de fevereiro de 2010 | 15h12

Em mais uma referência às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) para que obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com indícios de irregularidades sejam interrompidas, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira, 12, que a paralisação de obras representam "um crime contra a população". Dilma afirmou que, sem desapropriação não se faz obra, e disse que vêm daí muitas das discussões com o TCU.

 

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A ministra, que será a pré-candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Brasil é hoje um País vencedor, reconhecido internacionalmente. Disse que a liderança e o prestígio do presidente têm sido incontestáveis e que o reconhecimento por tudo isso não é simplesmente porque o PIB está crescendo a 5% ou porque o País descobriu o petróleo do pré-sal. "É porque estamos agindo com competência. Estamos incentivando a mineração. Tiramos 20 milhões de pessoas da pobreza e levamos 30 milhões à classe média."

 

O governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), que discursou imediatamente depois de Dilma, fez elogios à ministra, e disse que Dilma é "competente, preparada e dinâmica e tem firmeza nas posições." Em seguida, ele atacou seus antecessores no cargo.

 

Balanço

 

Em discurso na inauguração da Barragem do Ribeirão João Leite, a seis quilômetros de Goiânia, a ministra apresentou um balanço das obras que estão sendo tocadas pelo governo. Ao lado de Lula e do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, ela anunciou que uma das prioridades é a implantação de sistemas de tratamento da água em todas as grandes cidades.

 

A ministra disse que o governo pretende fazer isso também nas médias e pequenas cidades, mas que "começar pelas grandes é um caminho". E completou: "Nós não vamos resolver décadas e décadas de descaso e desinteresse. Não vamos fazer isso imediatamente, mas sistematicamente." Segundo ela, todas as obras do primeiro PAC que estão em andamento serão concluídas.

 

"E quem vier depois não terá que enfrentar um Everest como nós tivemos - de, primeiro, tirar (o projeto) do papel e depois executar a obra. Se quiser fazer obra, terá o que fazer, não vai enfrentar dificuldades", acrescentou Dilma. Ela chegou ao local da inauguração sob aplausos dos presentes, que gritavam: "Um, dois, três, quatro, cinco mil. Dilma presidente socialista do Brasil."

 

Com informações de Tânia Monteiro, da Agência Estado

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