Dilma diz que não tem conflitos com Lula

A presidente Dilma Rousseff negou nesta segunda-feira, 24, em Bruxelas, na Bélgica, que seu antecessor no Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, esteja manifestando insatisfação sobre seu governo a interlocutores políticos e empresariais. Conforme a presidente, Lula "não comentou" nenhum tipo de divergência, nem na gestão econômica do país, nem na articulação política do governo.

ANDREI NETTO, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

24 de fevereiro de 2014 | 19h45

As negativas foram feitas pela presidente em entrevista coletiva concedida em Bruxelas, na Bélgica, onde a comitiva brasileira participou da reunião de cúpula Brasil-União Europeia. Falando a jornalistas brasileiros, a presidente foi indagada sobre as supostas divergências com Lula e negou qualquer ruído entre ela e seu antecessor. "Vocês podem tentar de todas as formas criar conflito, ruído ou barulho entre mim e o presidente Lula, mas vocês não vão conseguir", afirmou.

Sorrindo, em tom de ironia, a presidente contemporizou a seguir. "A imprensa é livre e tem direito de expressão", disse, reiterando: "O presidente Lula e eu não temos conflito, não temos divergências passíveis a não ser as normais", garantiu. Questionada se Lula teria feito algum tipo de crítica ou comentário com ela, a presidente respondeu, encerrando o assunto: "Nunca comentou comigo".

Conforme a reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta segunda, o ex-presidente estaria manifestando a seus interlocutores políticos e no meio empresarial que Dilma precisaria mudar rumos da política econômica e substituir nomes, assim como melhorar as relações com a base aliada no Congresso. Segundo a reportagem, Dilma estaria "divorciada" das classes política e empresarial.

Lula também teria usado a expressão "validade vencida" para se referir à política econômica do governo, o que em longo prazo colocaria a perder os ganhos sociais alcançados desde a chegada do PT ao poder. Apesar das críticas, o ex-presidente não consideraria a gestão de sua sucessora como fracassada, nem teria a intenção de retornar ao cargo, muito menos de substituir Dilma nas eleições de 2014.

Tudo o que sabemos sobre:
DilmaBruxelas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.