Ricardo Stuckert/PR
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Dilma diz que não quer reduzir meta de superávit

Em Milão presidente admite que governo estuda a eventual redução do meta, mas afirma que sua intenção é não mexer no objetivo

Andrei Netto, enviado especial a Milão, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2015 | 08h03

A presidente Dilma Rousseff afirmou neste sábado, em Milão, na Itália, que não tem a intenção de reduzir a meta de superávit primário, como vem sendo estudado pelo Ministério do Planejamento. 

A proposta de criação de uma banda de flutuação está em estudo pelo governo, segundo admitiu, e a decisão ainda não foi tomada. Mas "esforços" serão feitos para manter o objetivo de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Pela proposta do Ministério do Planejamento, a banda teria meio ponto percentual de flutuação, ou seja, poderia ir de 0,6% a 1,6%. 

"Nós ainda não decidimos sobre isso", afirmou a presidente, deixando clara a sua opinião sobre o assunto. "O nosso objetivo é manter a meta. Nós queremos manter a meta. É isso o que nós queremos, reiterou. 

Dilma deixou claro que os estudos realizados pelo Ministério do Planejamento a esse respeito ainda não são conclusivos. "Não houve nenhuma decisão. O Planejamento não está ainda colocando isso de maneira alguma. Agora, a gente avalia sempre. E vamos fazer todos os esforços para manter a meta", garantiu.

GRÉCIA

A expectativa do governo brasileiro neste sábado era de que a União Européia sele neste domingo um acordo com a Grécia em torno da dívida do país, que está em default de pagamento desde 1 de julho. Neste sábado acontece a reunião do fórum de ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo), e no domingo o encontro final dos chefes de Estado e de governo dos 28 países que vai tomar a decisão final sobre o acordo. 

"O que nós esperamos é que a Grécia feche o acordo com a UE", disse a presidente. "O acordo parece que está em bom andamento, pelo menos pelo que eu soube aqui. E espero que isso ocorra. Espero que a Grécia se mantenha na UE."

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