Dilma diz que não precisa de tranquilizante para debate

Numa provocação direta ao tucano José Serra, a candidata petista Dilma Rousseff afirmou que não precisa de Lexotan (um tranquilizante muito popular) para enfrentar o debate entre os presidenciáveis que será realizado na quinta-feira, pelo Grupo Bandeirantes. Em compensação, acha que seu adversário mais direto precisará de muitos deles. "Acho que carregar um governo como o do presidente Lula é uma tarefa leve. Outros governos é que são pesados. Aí a pessoa vai precisar de vários Lexotan", disse Dilma, durante entrevista no comitê de campanha do Lago Sul, um dos três que tem em Brasília.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

03 de agosto de 2010 | 19h19

A petista - que decidiu passar os dois dias que antecedem o debate com Serra, Marina Silva (PV) e Plínio Arruda Sampaio (PSOL) concentrada nos preparativos para evitar cair em armadilhas, ao mesmo tempo em que tentará se mostrar pronta para assumir a Presidência do País - cancelou toda sua agenda pública. Disse que está preparada.

"Estou me preparando há muito tempo. Não é só para esse debate. No meu dia a dia de campanha procuro cada vez estudar mais." Segundo Dilma, os preparativos não miram somente a campanha, mas o governo, caso seja eleita. "Acredito que para governar bem é preciso ter conhecimento profundo da realidade do País, da situação das diferentes regiões. Sempre me aprofundo nos temas."

Lula

A ex-ministra deu uma mostra de como vai agir no debate, sempre procurando vincular seu nome ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É um prazer defender o governo do presidente Lula, pelas realizações que ele conseguiu concretizar nesses sete anos e meio", afirmou.

Indagada se terá tranquilidade para enfrentar provocações, ela reagiu: "Vocês acreditam que um debate é um torneio de provocações? Eu não." E provocou: "Só palavras não adiantam nada. Tem de mostrar o que fez. Há uma diferença entre o dizer e o fazer. Eu já disse. Não vou descer o nível nessa campanha nem que alguém queira."

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