Dilma diz que não haverá tolerância a fraudes no PAC

Na semana passada, PF desbaratou esquema de desvio de obras do programa que envolvia deputados

Agência Brasil ,

24 de junho de 2008 | 19h06

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira, 24, ao comentar a Operação João de Barro da Polícia Federal que "não haverá, no âmbito do governo, hipótese de qualquer tolerância a desvios, irregularidades ou fraudes" tanto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) quanto nas demais ações governamentais.  Veja também: Especial: o balanço do PAC   Recursos do PAC não precisam de intermediários, diz Lula TCU aprova contas de 2007 do governo Lula com críticas Autores de fraudes no PAC vão para o 'inferno', diz Bernardo Ação da PF contra fraudes no PAC atinge deputados federais Segundo Dilma, dos 119 municípios investigados pela PF por suspeitas de desvio de recursos, 37 estavam contemplados com obras do PAC e, destes, apenas oito teriam iniciado as obras com desembolso já efetuado de R$ 15,5 milhões. Entretanto, salientou a ministra, as obras em sua totalidade, nesses 37 municípios, atingiriam R$ 1,8 bilhão.  "Além do caráter de investigação, o trabalho da PF tem um papel dissuasório. O processo de fiscalização permanente da CGU [Controladoria-Geral da União] e da Caixa é complementado quando há indício de crime pela investigação da PF. Ela [a PF] entra por denúncia ou solicitação da CGU, do TCU [Tribunal de Contas da União] ou do Ministério Público", afirmou a ministra. Na semana passada, a PF desbaratou um esquema de desvio de verbas do PAC em contratos estimados em R$ 700 milhões. A operação, batizada de João de Barro, investiga a participação de empresários, lobistas, servidores e políticos nesse esquema de desvio de recursos do PAC destinados a obras de saneamento e construção de casas populares.  De acordo com a PF, mais R$ 2 bilhões, em recursos provenientes de emendas parlamentares e financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estariam na mira do grupo.

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