Dilma diz que 'não é de ferro' e que fica triste com críticas

Em entrevista ao 'Programa do Jô', presidente aproveita para defender a Petrobrás e realça produção de Petróleo

O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2015 | 02h04

Em entrevista na madrugada deste sábado ao apresentador Jô Soares, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, em alguns momentos, se sente “triste” porque “ninguém é de ferro” ao ler diariamente críticas a seu governo nos jornais. 

“Acho que, enquanto presidente, é preciso conviver com isso. Tem hora que eles (jornais) exageram um pouco, mas acho que é da atividade pública. Quando eu era normal, no sentido de quando andava na rua e entrava em qualquer lugar, eu poderia ficar muito incomodada, mas quando você é presidente, você distingue o que é função sua. Tenho que aceitar o que as pessoas acham de mim. Pode acreditar, não levo para o lado pessoal, mas fico triste algumas horas. Ninguém é de ferro”, declarou a presidente no primeiro bloco da entrevista, que foi gravada na biblioteca do Palácio da Alvorada, na tarde de sexta-feira.

Ainda sobre seu lado pessoal, Dilma disse que sabe que tem fama de “brava”, “exigente”, ao ser questionada se tem ou não “pavio curto”, mas relativizou que não pode ser “mole” na posição que ocupa. “Eu tenho uma imensa capacidade de resistir, me prenderam e botaram na cadeia. Pois bem, você tem que ter a tranquilidade para saber que uma hora passa (o nervosismo). Eu sou uma mulher dura no meio de homens meigos. Então, eu não posso ser uma mulher mole”, disse.

No segundo bloco, Dilma lamentou a derrubada da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em 2007, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Sobre o pré-sal, a presidente destacou a produção atual brasileira de petróleo. “A produção do pré-sal é uma realidade. Estamos batendo recorde de novo na produção”, comemorou a petista. A presidente destacou outras “conquistas” de seu governo. “Eu tenho orgulho de ter aprovado a Lei dos Portos. O Marco Civil da internet também. Deu um trabalhão para aprová-lo.” 

Além de defender a Petrobrás, Dilma conversou sobre a situação da saúde no Brasil e os cortes orçamentários na área de educação. 

A entrevista, conduzida de forma cordial por Jô, atingiu o primeiro lugar no Trending Topics do Twitter. 

Jô e Dilma haviam se encontrado no dia 18 de maio no Palácio do Planalto, depois de o apresentador fazer críticas às manifestações favoráveis ao impeachment. 

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