Dilma diz que mudança na Wikipedia é 'inadmissível'

A presidente Dilma Rousseff afirmou neste sábado que pediu investigação sobre as denúncias de que perfis de jornalistas na Wikipedia teriam sido alterados por meio de rede ligada ao Palácio do Planalto. "Minha opinião é que isso é absolutamente inadmissível por parte do Planalto e do governo federal ou por parte de qualquer governo", disse, ao chegar para caminhada de campanha em Osasco.

CARLA ARAÚJO, Estadão Conteúdo

09 de agosto de 2014 | 13h26

Dilma afirmou que pediu a abertura de uma investigação para apurar o caso, o que envolverá vários órgãos do governo como a Casa Civil, Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Ministério da Justiça, Secretaria Geral da Presidência e Controladoria Geral da União. "Acho que é possível descobrir (os responsáveis)", disse. "Mas eu não vou chegar aqui e falar que vou descobrir, mas acho que é possível."

Dilma afirmou ainda que "repudia integralmente" qualquer tipo de ação como essa e lembrou que na campanha passada teve sua conta de e-mail pirateado. "Abriram totalmente meu e-mail", disse. "Nesse caso específico é algo que quem quiser fazer individualmente que faça, mas não coloque o governo no meio."

A presidente está acompanhada do candidato ao governo do Estado Alexandre Padilha e de diversas lideranças petistas, como a ministra Marta Suplicy, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, e o também candidato à reeleição senador Eduardo Suplicy.

Existia a expectativa da presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ele não compareceu.

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