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Dilma diz que MST não é 'caso de polícia'

A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse hoje que não tratará o Movimento dos Sem Terra (MST) como "caso de polícia". Em conversa com jornalistas, em Brasília, ela ainda alfinetou os tucanos ao fazer referência ao chamado "massacre de Carajás", de 1996, quando 19 militantes do MST foram mortos em Eldorado dos Carajás por tropas da Polícia Militar (PM) do governo do Estado do Pará, à época sob administração do PSDB. "Não darei margem para um Eldorado dos Carajás", afirmou Dilma. "Agora, eu não compactuo com ilegalidades, nem com invasão de prédios públicos e propriedades produtivamente administradas", disse.

LEONENCIO NOSSA E FÁBIO GRANER, Agência Estado

03 de novembro de 2010 | 13h59

Na entrevista, Dilma evitou comentar sobre a adoção de um índice de produtividade, limitando-se a dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) um estudo técnico sobre o tema. "Eu vou avaliar", disse.

Dilma afirmou que o País tem terras suficientes para fazer uma reforma agrária e destacou que pretende manter e reforçar ações do atual governo para incentivar pequenos agricultores e assentados. "É fundamental garantir aos assentados uma renda monetária. Temos de fazer uma revolução no campo para transformar os assentados em proprietários", disse, completando: "Para resolver o problema dos sem terra é preciso criar milhões de pequenos proprietários".

A presidente eleita ressaltou a importância da agricultura familiar para produção de alimentos e disse que "é preciso que o tecido social no setor rural seja cada vez mais democrático". "Agora, para isso, o pequeno produtor tem de ter renda e perceber a melhoria devida", disse.

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