Dilma diz que internação da mãe não altera viagem a NY

A presidente Dilma Rousseff disse que a mãe dela, Dilma Jane, vai ficar no hospital "até se recuperar por completo" e que a internação não altera a agenda da viagem a Nova York, com embarque previsto para a noite de hoje. A afirmação foi feita após visita a Dilma Jane, que voltou a ser internada no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

17 Setembro 2011 | 13h10

A nova internação, segundo o próprio médico da Presidência, Cléber Ferreira, faz parte de uma rotina para aumentar a vigilância sobre uma pessoa que tem 88 anos.

Pela programação oficial, a presidente chega a Nova York na madrugada de amanhã e terá, até quinta-feira à noite, uma agenda corrida, em que se destaca a participação na 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Na quarta, seguindo a tradição, por ser a chefe de Estado do Brasil, Dilma fará o discurso de abertura da sessão da Assembleia da ONU.

Embolia

Na segunda-feira, a equipe médica do Planalto foi mobilizada para acompanhar de perto a saúde de Dilma Jane. A mãe da presidente foi internada no HFA para se recuperar de uma embolia pulmonar, sofrida no fim de semana. O primeiro atendimento, ainda no Alvorada, foi feito pelo médico da Presidência, Cléber Ferreira.

Ela foi medicada com anticoagulantes, recomendados para evitar formação de novos trombos e dissolver o que já foi detectado. Dilma Jane permaneceu no hospital até quarta-feira, dormiu no Alvorada, mas na quinta, diante de uma quadro de "desestabilização", ela voltou a ser internada.

"Na quinta-feira a mãe da presidente foi fazer exames no HFA, e os médicos decidiram mantê-la internada. Mas está respirando sem aparelhos, não houve acréscimo de medicamentos. Continua tomando apenas o anticoagulante", disse o médico Cléber Ferreira.

Dilma Jane mora em Brasília com a presidente e com sua irmã, Arilda. Hoje, além da presidente, Arilda visitou Dilma Jane no HFA.

Desde o feriado de 7 de Setembro Dilma Jane vinha tossindo com frequência e sentindo fortes indisposições, que foram inicialmente atribuídas ao ar seco e ao clima que atinge há tempos a capital federal - onde não chove há pelo menos 100 dias. No domingo, diante da persistência do quadro, o médico foi chamado ao Alvorada e, na segunda, houve a decisão de interná-la para um acompanhamento mais de perto - a idade avançada impõe mais cuidados.

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