Dilma diz que haverá crédito para compra de bicicleta

A presidente, candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff disse na manhã deste sábado (27) que o governo federal vai criar uma linha de financiamento em bancos para que a população compre bicicletas. A declaração foi dada antes de Dilma fazer um passeio na linha do BRT (Bus Rapid Transport) na região do Gama, cidade-satélite a cerca de 40 quilômetros de Brasília, um dos investimentos do governo do petista Agnelo Queiroz na capital. Para tanto, foi construído um corredor exclusivo para a passagem dos ônibus articulados da linha.

DAIENE CARDOSO, Estadão Conteúdo

27 de setembro de 2014 | 13h33

Dilma lembrou que é a primeira vez que o governo federal utiliza uma política global para investimento na área de transporte urbano. A presidente afirmou que sem os bancos públicos não há investimento na qualidade do transporte. "Ao contrário do que alguns candidatos falam", disse ela, dando mais uma estocada em Marina Silva, do PSB. A presidente fez um balanço dos investimentos em parceria com Estados e municípios e disse que em um eventual segundo mandato irá continuar a investir na expansão da mobilidade sobre trilhos.

"O trilho tem uma rapidez imensa", destacou. De acordo com a candidata do PT, as parcerias tornaram viáveis 658 quilômetros de obras de transporte sobre trilhos, 3.204 quilômetros de BRTs e corredores exclusivos para ônibus, além de investimentos em nove metrôs dos principais centros urbanos do País e de cinco parcerias para ampliação de trens urbanos e três obras para colocar em funcionamento monotrilhos, treze VLTs.

Dilma recordou também que há uma preocupação do governo federal em investir em ciclovias e bicicletários e lembrou que hoje a maior parte das fábricas de bicicleta está na Zona Franca de Manaus, portanto não pagam tributos. Nesta semana, quando houve o Dia Mundial Sem Carro, a candidata do PSB, Marina Silva, defendeu a redução dos impostos para a produção de bicicletas. "Se tem uma coisa que a gente não esquece é andar de bicicleta", provocou Dilma, falando indiretamente da adversária, que não sabe andar de bicicleta e cumpriu uma agenda no Dia Mundial Sem Carro utilizando táxi. Segundo Dilma, o financiamento de bicicletas está disponível para todos.

Dilma estava maquiada e de cabelo cortado, ao lado do governador do DF e candidato à reeleição Agnelo Queiroz. A petista defendeu o instituição do bilhete único para o transporte e disse que é preciso fazer com que a classe média também opte pelo transporte público. Em sua visão, o transporte público é um investimento que melhora qualidade de vida da população e proporciona ao cidadão mais tempo. "Isso é crucial na vida das pessoas", comentou.

Factoide

Dilma Rousseff rebateu, ainda, notícias divulgadas neste fim de semana pela revista "Veja". "É um factoide da revista que continua a colocar em suas páginas às vésperas da eleição", disse a petista ao chamar o episódio de "factoide eleitoral".

A revista publicou que o ex-ministro Antonio Palocci teria pedido ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa R$ 2 milhões para a campanha de 2010 de Dilma Rousseff à Presidência. A informação faria parte de depoimento de Costa no processo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

A candidata lembrou que à época, o tesoureiro de sua campanha era José de Filippi Jr, hoje secretário municipal da Saúde em São Paulo. Ela disse que o tesoureiro apresentou sua prestação de contas.

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