Dilma diz que governo vai defender o Nordeste dos efeitos da seca

Dentro do Palácio do Planalto, região é considerada estratégica para a reeleição de Dilma

Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo,

08 Abril 2013 | 18h31

BRASÍLIA - Em entrevista ao programa de rádio "Café com a presidenta", a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, 8, que não vai permitir que as conquistas da região Nordeste se percam com os efeitos da seca. Durante o programa, a presidente destacou um pacote de R$ 9 bilhões em ações emergenciais para a região, anunciado na semana passada ao cumprir agenda no Ceará.

"O Nordeste foi a região do nosso País que mais cresceu nos últimos anos e faremos tudo para não deixar que essas conquistas alcançadas nos últimos dez anos se percam", disse a presidente. "O governo federal não vai permitir que o povo do semiárido e de todo o Nordeste fique desamparado. Enquanto houver seca, nós vamos agir."

Dentro do Palácio do Planalto, o Nordeste é visto como região estratégica na plataforma de reeleição de Dilma, que tenta neutralizar a influência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível adversário nas urnas no ano que vem.

"Na semana passada, lá em Fortaleza, no dia 2 de abril, nós novamente apresentamos aos governadores novas medidas, de R$ 9 bilhões. Então, esses R$ 9 bilhões são recursos novos que se somam aos R$ 7,6 bilhões já liberados, totalizando, portanto, quase R$ 17 bilhões que são destinados ao enfrentamento imediato dos efeitos da seca, protegendo os agricultores, ampliando mais o acesso à água, ofertando alimentos para os rebanhos, dando apoio aos municípios, ampliando o crédito emergencial, renegociando a dívida dos agricultores afetados pela seca, simplificando e acelerando o repasse dos recursos federais para os Estados e para os municípios", afirmou a presidente.

Dilma também destacou que o governo criou uma linha de crédito especial com juros baixos para apoiar produtores rurais e o comércio e as pequenas e médias empresas dos municípios atingidos pela seca. "Nós liberamos R$ 2,4 bilhões, e agora nós estamos liberando mais R$ 350 milhões justamente para esse crédito emergencial para toda atividade produtiva na região do semiárido", detalhou a presidente.

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