Dilma diz que fará reforma administrativa após aprovação de ajuste fiscal

Declaração foi dada pela presidente no terceiro trecho da entrevista concedida por ela à emissora CNN espanhola

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

10 Abril 2015 | 22h33

A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar, em entrevista à CNN espanhola veiculada nesta sexta-feira, 10, que pretende fazer uma reforma administrativa no governo só depois que o Congresso aprovar proposta de ajuste fiscal. 


Ao ser questionada pela apor se Dilma prevê "cortar ministérios", a presidente respondeu: “Não, neste momento, não. Faremos uma reforma administrativa depois da aprovação dos ajustes. Não faremos antes”, disse Dilma, sem entrar em detalhes sobre as mudanças. 


A presidente afirmou ainda à CNN que o ajuste fiscal atingirá todos os programas do governo. "Não temos programas que não tenhamos que ajustar", disse Dilma. 


Ela já havia condicionado a reforma ministerial à aprovação dos reajustes em outras ocasiões. A primeira vez foi no dia 20 de março, quando Dilma foi ao Rio Grande do Sul para cumprir agenda oficial. Questionada por jornalistas sobre novas trocas de ministros, Dilma deu uma resposta semelhante à da entrevista à CNN: 


“Eu não vou falar sobre essa questão (a reforma ministerial). Vou primeiro tratar da questão do orçamento”. E completou: “É necessário que se aprove o ajuste fiscal e que se use o orçamento para fazer um contingenciamento. A partir daí todas as demais medidas vão ser tomadas”.


O que a CNN exibiu nessa sexta foi a terceira parte da entrevista gravada com Dilma na terça. O primeiro trecho foi ao ar na quarta-feira. O segundo, na quinta. À emissora, Dilma falou sobre a Operação Lava Jato, denúncias de corrupção na Petrobrás e também sobre a prisão de opositores ao governo da Venezuela. 


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