Dilma diz que fará nova equipe de ministros

Candidata disse que em eventual segundo mandato vai renovar cargos

Rafael Moraes Moura, Vera Rosa , O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2014 | 14h22

BRASÍLIA – A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) disse há pouco que, em um eventual segundo mandato, alguns ministros poderão permanecer nos seus atuais cargos, mas outros postos serão renovados. A sinalização ocorre após a péssima repercussão dentro do Ministério da Fazenda provocada por uma outra declaração de Dilma, que afirmou na semana passada que faria uma “atualização das políticas” e “das equipes” em um novo mandato.

“Meu querido, eu farei uma nova equipe, alguns (ministros) poderão ficar, outros serão renovados”, afirmou Dilma neste domingo, em coletiva de imprensa concedida no Palácio da Alvorada após o desfile de Sete de Setembro. “Um governo novo fará uma equipe nova. As pessoas que vão compor essa equipe elas podem vir do governo anterior, mas é uma nova equipe.” 

A presidente convidou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para um almoço hoje no Palácio da Alvorada. Mantega ficou chateado com a declaração de Dilma na semana passada. 

Cadeira. Durante a coletiva, Dilma voltou a dizer que não vai discutir sua futura equipe de governo nem escalar ninguém “nesta altura do campeonato”.

 “Não vou escalar ninguém (agora). Eu não vou indicar ministros antecipadamente, acho que isso é sentar na cadeira antes do tempo. Eu não sento na cadeira, primeiro porque acho que dá azar. A última vez que sentaram na cadeira, não se elegeram”, disse Dilma, referindo-se a Fernando Henrique Cardoso na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 1985.

 A fala da petista também teve outro alvo: o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, já declarou que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga será o seu ministro da Fazenda, caso seja eleito.

 “Vou conversar sobre o meu ministério no dia 1º de janeiro de 2015, caso eu seja eleita. Não vou antecipar para o momento eleitoral. Hoje é dia 7 de setembro, daqui do dia 7 ao dia 1 de janeiro, eu só direi isso”, desconversou Dilma. 

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