Dilma diz que deve realizar visita aos EUA ainda neste ano

Os detalhes da reprogramação da visita, que estava marcada para 2013 mas foi cancelada após o escândalo da NSA, devem ser acertados por Dilma e Obama na Cúpula das Américas, que ocorre nos dias 10 e 11 de abril na Cidade do Panamá

Rafael Moraes Moura e Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2015 | 20h27

Brasília - Depois de cancelar uma visita de Estado programada a Washington D.C. para outubro de 2013, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 1, que provavelmente realizará uma "visita de governo" aos Estados Unidos ainda neste ano. O comentário foi feito em entrevista concedida à agência de notícias Bloomberg.

"Se eu fosse fazer uma viagem de Estado teria de ser em março do ano que vem, mas março do ano que vem já é um ano eleitoral, então provavelmente não farei uma visita de Estado, farei uma visita de governo ainda este ano", disse Dilma na entrevista.

Segundo auxiliares palacianos, a diferença de uma visita de trabalho e de uma visita de Estado está nos aspectos protocolares. A visita de Estado possui um status mais elevado e, no caso da Casa Branca, envolve um jantar de gala que seria oferecido pelo presidente Barack Obama. Na visita de governo, esse jantar de gala seria substituído por um jantar privado, também a convite de Obama.

Em 2013, Dilma decidiu cancelar a viagem oficial aos Estados Unidos, marcada para o dia 23 de outubro, depois da revelação de que a National Security Agency (NSA) espionava empresas, cidadãos e o governo brasileiro, inclusive a própria presidente.

Os detalhes da reprogramação da visita devem ser acertados por Dilma e Obama na Cúpula das Américas, que ocorre nos dias 10 e 11 de abril na Cidade do Panamá.

"Nós já temos um conjunto de atividades já mais ou menos encaminhadas, porque nesse período que infelizmente ocorreu aquela questão da NSA, nós não paramos com nosso relacionamento, continuamos com o relacionamento", disse Dilma, ao falar sobre a parceria com o governo dos Estados Unidos.

"Nós temos interesses, por exemplo, numa parceria estreita na área de energia. O Brasil precisa de fazer algumas modificações na sua legislação tributária para permitir que haja acordo de bitributação mais célere entre nós. No caso dos vistos, acho que também o caminho andou muito, mas eu não acho que é isso que caracteriza as relações do Brasil com os Estados Unidos", comentou a presidente.

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