ANDRE DUSEK/ESTADÃO
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Brasil só é respeitado no mundo porque exerce soberania popular, diz Dilma

Em discuros no Itamaraty, presidente falou sobre democracia e disse que, cumprimento do programa econômico, social e político no País está submisso à vontade expressa nas urnas de quatro em quatro anos

RAFAEL MORAES MOURA, LISANDRA PARAGUASSU E JOSÉ ROBERTO CASTRO, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 14h06

BRASÍLIA - Em mais uma fala contundente para responder às ameaças de impeachment, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 12, que o Estado brasileiro só é respeitado no mundo "na medida em que, em nosso território, se exerce e se respeita plenamente a soberania popular".

Em discurso de formatura da turma do curso de formação do Instituto Rio Branco, Dilma disse que a "democracia só foi possível quando os povos de nossa região derrotaram as ditaduras no século passado" e que é "claro pra todos os países do continente que devemos respeitar a democracia, os direitos humanos, não importa de que forma se revista, quando elas estão em risco".

"O Estado nacional brasileiro só é respeitado no mundo na medida em que, em nosso território, se exerce e se respeita plenamente a soberania popular. Essa soberania significa submissão à vontade geral expressa nas urnas. Dela depende o cumprimento do programa econômico, social e político de mudanças que a sociedade escolhe sistematicamente de quatro em quatro anos", discursou a presidente, que conclamou os diplomatas a impedirem que fatores internacionais "criem constrangimentos ao livre exercício da soberania tanto popular como nacional e ao mesmo tempo fazer desta um trunfo maior de nosso pertencimento à comunidade internacional".

Construção. Dilma destacou em seu discurso que o Brasil viveu nos últimos anos uma "fascinante experiência de construção da democracia", mas destacou que ela é "bastante complexa e ainda inconclusa".

"Complexa porque a sociedade brasileira compreendeu que nossa democracia não seria efetiva se se contentasse apenas com a imprescindível constituição de um Estado Democrático de Direito, era fundamental acrescentar a ela uma dimensão econômica e social", frisou Dilma. "Inconclusa porque toda democracia é um processo constante, permanente, que ganha novas dimensões constantemente, novas metas, novos objetivos. Passamos a ser respeitados no mundo na medida em que unimos essas duas dimensões da democracia: a liberdade e a justiça social."

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