Dilma diz que Brasil desenvolveu tecnologia social

A presidente Dilma Rousseff destacou, nesta terça-feira, 29, em discurso realizado em Foz do Iguaçu, durante a inauguração da linha de transmissão que levará energia da hidrelétrica de Itaipu para Assunção, no Paraguai, que os dois países se notabilizam pelo compromisso com a melhoria das condição de vida de suas populações. "O Brasil desenvolveu nos últimos anos tecnologia social como o Bolsa-Família", frisou a presidente, destacando que gostaria de reafirmar "o compromisso e o orgulho" de sua administração em apoiar o governo paraguaio na luta contra a pobreza. "Além disso, quero transmitir aos países amigos programas de sucesso, como o Bolsa-Família."

CARLA ARAÚJO E ELIZABETH LOPES, Agência Estado

29 de outubro de 2013 | 21h06

"Por meio do Mercosul e da Unasul, quero reafirmar o compromisso de fazer mais obras", disse Dilma ao voltar a falar que o Brasil e o Paraguai desenvolvem programas que contribuem para o desenvolvimento social. "Uma forte parceria nessa área ajudará nossos países a reduzirem as desigualdades sociais", reiterou.

Para Dilma Rousseff, o Paraguai é e sempre será um parceiro estratégico para o Brasil. "Desejamos um Paraguai, forte, próspero e respeitado. Contem com o firme apoio do Brasil", disse, no final do seu discurso. Mais cedo, a presidente participou de uma cerimônia de anúncio de investimentos do PAC Mobilidade Urbana, em Curitiba (PR).

A presidente afirmou que a nova linha de transmissão de Itaipu vai marcar um "novo processo de desenvolvimento" no Paraguai. "Empresas brasileiras e empresas latino-americanas aumentarão seu interesse em investir no Paraguai", afirmou Dilma, em Foz do Iguaçu, durante a inauguração da linha de transmissão que levará energia da hidrelétrica de Itaipu para Assunção, no Paraguai.

De acordo com a presidente, a linha de transmissão tem um custo aproximado de US$ 550 milhões. "Esse é o maior projeto com recursos do Fundo para a Convergência Estrutural (e Fortalecimento Institucional) do Mercosul (Focem)", ressaltou. Segundo Dilma, a nova linha cobrirá mais de 25% da demanda por elétrica do Paraguai e será "indutora do processo de industrialização".

O aumento dos investimentos, destacou Dilma em seu discurso, promoverá um "aumento virtuoso do fluxo de comércio em nossos países e em toda a região". Além disso, segundo ela, a obra deve servir para integração das cadeias produtivas.

Dilma disse ainda que a nova linha ajudará a beneficiar os povos do Mercosul, com geração de empregos e melhoria de vida. "Isso é uma prova de que o Mercosul está forte e não se limita ao comércio", afirmou.

De acordo com Dilma, o papel do Focem mostra justamente esse compromisso solidário, que busca "melhorar assimetrias perversas" no Mercosul. "Nossas economias (Mercosul) são e serão cada vez mais interdependentes", ressaltou. A presidente brasileira disse ainda que era preciso complementar as ações entre os países. Segundo ela, "cabe ao Mercosul e a Unasul alavancar potencial de desenvolvimento de nossos países" e estabelecer um mercado ampliado.

Mais conteúdo sobre:
DilmaPRParaguai

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.