WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Dilma diz que base aliada 'não é criança'

Presidente deu essa resposta ao ser questionada sobre disciplina de parlamentares de apoio ao seu governo

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2015 | 18h24

Rio - Enfrentando uma queda de braço com o Congresso para aprovar as medidas do ajuste fiscal e evitar votações prejudiciais ao governo, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, 12, que a base parlamentar situacionista "não é criança". Dilma enfrentou protestos contra seu governo e a favor na chegada à sede do comitê organizador dos Jogos Olímpicos do Rio, onde se reuniu com autoridades.

Após a reunião, questionada sobre a disciplina da base aliada, a presidente se limitou a responder que "a base aliada não é uma criança". Foi a última pergunta que Dilma respondeu antes de deixar o local. Ela volta ainda esta noite para Brasília. 

A presidente disse ainda não ver "nenhum impacto" das investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, no cronograma das obras para a Olimpíada. Segundo Dilma, as obras estão "em dia". 

"É o momento de fazer um ajuste fino (na organização dos jogos). Vamos buscar o problema onde ele estiver. E sempre há problemas. Em evento dessa magnitude, tem que resolver um problema por dia", afirmou Dilma.


A presidente disse que a partir de agora participará "sistematicamente" de visitas e reuniões da organização. "Os jogos têm um papel importantíssimo de colocar o Brasil diante do mundo. Tem que mostrar o País na qualidade da organização", disse. 

A presidente comentou, em tom de brincadeira, os resultados da dieta demonstrados na visita. Desde janeiro, a presidente já emagreceu 15 quilos. Segundo Dilma, o regime é uma "campanha" para estimular as pessoas a buscarem "qualidade de vida". 

"Estou com 67 anos, deveria ter começado lá pelos 40. É importante manter alimentação saudável, fazer exercício físico. Isso evita problemas cardíacos. Uma caminhadinha, não paga nada", disse Dilma durante coletiva de imprensa. 

A presidente disse que hoje se sente "muito melhor" e "quase não toma mais remédios, só vitaminas". "Agora, meninas: boca fechada. Não tem regime fácil. É como aquela história: não tem janta grátis, nem almoço e nem café", disse Dilma.

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