Dilma diz que ainda há muito o que fazer pelo País

Sem citar nomes, candidata petista à reeleição disse que não dá para ser presidente e mudar de ideia de cinco em cinco minutos

Estadão Conteúdo

13 de setembro de 2014 | 13h25

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, afirmou, durante campanha eleitoral em Minas Gerais, que ainda falta muito o que fazer, mas que é preciso se superar e construir um Brasil para 200 milhões de brasileiros. Em ato público com movimentos negros, que reiteraram apoio à candidata, Dilma disse que, nos últimos 12 anos, o governo do PT teve um compromisso fundamental com a população negra nesse País.

"Eu posso chegar e dizer que posso me orgulhar. Do Pronatec, mais de 70% são negros. Temos o Prouni, onde as bolsas são sobretudo para negros, além das cotas para universidades", enumerou, acrescentando também a cobertura médica para negros, com o Mais Médicos. "E isso é melhoria fundamental para a saúde da população", emendou.

Ela disse ainda que a discriminação no País passa pela discriminação de oportunidades e se disse favorável a lei contra autos de resistência. "É inadmissível a violência e a homofobia".

Sem citar nomes de seus principais adversários na corrida presidencial, Dilma afirmou que "não dá para ser presidente e mudar de posição de cinco em cinco minutos". "Você tem de governar para o povo", afirmou. "Não dá para vacilar diante de um twitter", acrescentou.

A presidente disse também ser muito ruim acabar com "essa história" de o pré-sal não ser estratégico. "O pré-sal é sim estratégico, porque ele vai mudar esse País nos próximos 10 anos", disse, acrescentado que o objetivo é "transformar o petróleo em educação".

Sobre as eleições, Dilma disse que há "muito ódio, muita desinformação". "Nós devemos ser calmos. Devemos responder o ódio com a esperança. Temos de responder a mentira com a verdade. Com esperança e com a verdade, nunca com ódio e mentira", finalizou.

A presidente Dilma participa neste sábado, 13, de duas agendas de campanha eleitoral em Minas Gerais. Pela manhã, houve esse ato público com movimentos negros. À tarde, o encontro é com representantes da juventude. (Suzana Inhesta e Marcelo Portela)

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