Dilma diz que aceleração da economia é ponto 'principal' do 2º mandato

Em recado ao mercado financeiro, presidente destaca combate à inflação, crescimento do emprego e inclusão social entre questões fundamentais de seu novo governo

RAFAEL MORAES MOURA E TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2014 | 14h09

Brasília - Em um mais um recado ao mercado financeiro, em meio a especulações quanto ao anúncio do novo ministro da Fazenda, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 5, que a aceleração do crescimento da economia, o combate à inflação e a preservação da responsabilidade fiscal estão entre as metas e mudanças que pretende levar adiante no segundo mandato.

Dilma discursou em uma solenidade no Palácio do Planalto com lideranças do PSD. O evento serviu na prática para mostrar o apoio da sigla ao Palácio do Planalto e cacifar o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para assumir um ministério robusto a partir de janeiro do ano que vem. Kassab é cotado para chefiar o Ministério das Cidades.

"A eleição, eu acho, apontou e eu quero dizer que conto com o PSD como protagonista, tanto das mudanças, como protagonista do processo, ou seja, como integrante e membro do governo para que essas mudanças sejam eficazes, possam ser levadas a cabo", disse Dilma.

"Eu queria dizer quais são os principais pontos para essas mudanças, em termos de metas é aceleração do crescimento, combate à inflação, preservação da responsabilidade fiscal, continuidade da expansão do emprego e da renda e da inclusão social. É em cima desses pontos mais simples que se dá o nosso processo." No início da fala, a presidente destacou que a aceleração da economia e a redução das desigualdades são "questões fundamentais" do seu governo.

Durante o discurso, Dilma também disse que é preciso ter capacidade de "entender" a reforma tributária. "Sempre se cria impasse na questão da reforma tributária. Eu considero que conseguimos mostrar um caminho de reforma tributária quando demos um passo na universalização do Simples, o processo mais similar feito foi a universalização do Simples e esse processo que nós nos comprometemos e faremos que é o problema da rampa, do fim do abismo tributário", comentou a presidente.

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