Dilma diz na TV que Haddad pode fazer mais pelos pobres

Campanha petista rebate declarações de Serra sobre a admInistração do candidato durante governo de Marta

Daiene Cardoso - Agência Estado,

24 de setembro de 2012 | 14h34

São Paulo, 24 - A presidente Dilma Rousseff voltou ao horário eleitoral na TV do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, defendendo a criação de políticas públicas na cidade que façam prosperar "os que ainda estão na pobreza" e garantindo que o seu candidato pode fazer "mais" pelos mais carentes. "Conheço bem o Haddad. Garanto que ele está preparado para esta tarefa. Nos ajudou a melhorar o Brasil e pensa sinceramente nos mais pobres", disse a presidente no programa petista desta tarde. "Juntos podemos fazer muito pelos que moram nos bairros mais esquecidos de São Paulo", emendou Dilma.

Além do reforço de Dilma, o petista exibiu mais uma vez seus projetos para a área de transporte público e colocou no ar o direito de resposta concedido pela Justiça Eleitoral contra a campanha de José Serra (PSDB). Em um minuto, a campanha rebateu as declarações da campanha tucana de que a administração de Marta Suplicy (2001-2004) deixou a Prefeitura "falida" com apenas R$ 16 mil no banco em 2005. "Não é isso que diz o parecer do Tribunal de Contas do Município, nem o que diz o balanço financeiro da Prefeitura de São Paulo assinado pelo próprio secretário de Finanças de José Serra na ocasião", argumentou a campanha petista.

O candidato do PT alegou também que documentos atestam que a Prefeitura tinha em caixa no final de 2004 mais de R$ 358 milhões. "O que José Serra afirma não corresponde, portanto, à verdade dos fatos. É importante que isso fique claro para que o exercício livre e consciente do voto não seja contaminado pela desinformação", acrescentou a campanha de Haddad no direito de resposta exibido no horário da propaganda tucana.

Já o programa de José Serra da tarde desta Segunda-feira insistiu na desconstrução da gestão de Marta Suplicy em São Paulo e repetiu a tese de que em 2005 Serra assumiu uma administração "mergulhada no caos". "Essa é a herança deixada por Marta e Haddad", enfatizou o narrador. "São Paulo não esquece. PT de novo, ninguém merece", completou. Além de mostrar os projetos implementados por Serra para deficientes físicos e os projetos do tucano para a área, o programa comemorou a consolidação da candidatura de José Serra no segundo lugar das pesquisas de intenção de voto.

Celso Russomanno (PRB), líder das pesquisas de intenção de voto, mostrou em seu programa os problemas enfrentados por idosos no sistema de saúde pública. "Falta principalmente saúde e transporte para os idosos", concluiu o candidato. Apresentando-se como o candidato "que vai mudar" essa situação, Russomanno prometeu ônibus adaptado para os idosos e atendimento de qualidade no serviço de saúde.

Soninha Francine (PPS) disse que, se eleita, vai construir passarelas para que pedestres e ciclistas possam atravessar as marginais do Pinheiros e do Tietê. Ela também propôs a implantação de balsas para travessia em represas. A candidata do PSTU, Ana Luiza Figueiredo, criticou a política habitacional "do PSDB" e as propostas de Celso Russomanno, além de atacar a "omissão" do governo federal na área de moradia. Paulo Pereira da Silva (PDT) defendeu a eleição para subprefeitos e políticas de redução de impostos para que as empresas se mudem do centro para a periferia da cidade. Gabriel Chalita (PMDB) voltou a defender a implantação do ensino integral na rede municipal. José Maria Eymael (PSDC) disse em seu programa que a função do prefeito "tem tudo a ver" com a vida dos cidadãos.

Os candidatos Carlos Giannazi (PSOL), Levy Fidelix (PRTB) e Miguel Manso (PPL) repetiram programas exibidos anteriormente. Anaí Caproni (PCO) não apresentou seu programa no horário eleitoral desta tarde.

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