DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Dilma diz confiar em Temer e acredita em permanência de Padilha

Presidente disse ter feito 'grande esforço' para ministro permanecer

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2015 | 15h40

RECIFE - Um dia depois de o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha anunciar sua saída do governo e diante da pressão do PMDB para que integrantes do partido trilhem o mesmo caminho, a presidente Dilma Rousseff  afirmou ter total confiança no seu vice, Michel Temer e ter esperanças de que Padilha permaneça no cargo. "Espero integral confiança do Michel Temer e tenho certeza que ele a dará. Eu conheço o Temer como político, como pessoa, como grande constitucionalista", afirmou. Ao mesmo tempo que elogiou o ministro Padilha, a presidente cobrou de forma indireta sua manutenção no governo.  Como argumento, ela disse ter feito "um grande esforço" para que ele permanecesse no ministério depois da reforma ministerial. "Eu não recebi nenhuma comunicação do ministro e ainda conto com a sua permanência", disse.

A manutenção de Padilha no ministério no período de reforma ministerial se deu sobretudo pelo pedido do Michel Temer. Questionada se ficou surpresa com o anúncio do ministro, ela afirmou. "Não sei se ele tomou uma decisão definitiva porque não conversou comigo. Aguardo. Não tomo posição sobre coisas que não consigo entender inteiramente." Questionada sobre as consequências da saída do ministro, ela afirmou: "Não discuto hipóteses, estou velha para discutir hipóteses".

Embora tenha rasgado elogios a Padilha, a presidente deu mostras ter pouca familiaridade com o cargo que o peemedebista ocupa no governo. Ao falar sobre ele, afirmou, primeiro que ele ocupava a "secretaria dos portos". E emendou "desculpe, dos aeroportos." Errou nas duas tentativas. O nome ocupado pelo peemedebista é ministro da Aviação Civil.

A presidente voltou a atacar indiretamente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ao falar sobre o processo de impeachment. Dizendo estar tranquila porque não existe fundamento para o processo, ela repetiu não ter depositado dinheiro na Suíça e não ter usado indevidamente dinheiro público, todas acusações que foram feitas contra o presidente da Câmara.

"O Tribunal de Contas da União não tem poder de julgar contas, nem minha nem de ninguém", disse. "Ninguém sabe se minhas contas serão aprovadas. Até porque absolutamente legal das práticas que me acusam.", disse. E, por fim, afirmou lamentar o processo de impeachment:  "A questão seja colocada nos devidos temas. Não há base, não procede. Ele tem outros fundamentos que eu lamento porque eles colocam em questão a maturidade da democracia."

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