Dilma diz apoiar postura de Lula sobre cubanos

Pré-candidata a Presidênia criticou política dos Estados Unidos e destacou capacidade brasileira de negociar

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

10 de março de 2010 | 19h12

A ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira, 10, que "compartilha integralmente" da posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou na terça a greve de fome de dissidentes do regime cubano.

 

"Compartilho da posição do presidente Lula não só sobre Cuba, mas sobre toda a política externa", afirmou. "Não somos submissos e não estamos com um pires na mão pedindo US$ 14 bilhões de empréstimo ao FMI (Fundo Monetário Internacional), mas estamos emprestando", provocou.    

 

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Pressionada por jornalistas para detalhar o comentário, Dilma disse que não tirariam dela uma reprovação a Lula e criticou, sem citar nomes, os Estados Unidos por não terem recorrido ao diálogo, mas à guerra, nos conflitos no Iraque e no Afeganistão.

 

"Não somos aqueles que vão invadir países. Sou completamente favorável ao que diz e faz o presidente Lula, que nos deu orgulho de sermos brasileiros. Nós não somos agressivos", ressaltou a ministra. "O presidente Lula tem grande respeito por Cuba e é contra a segregação de pessoas."

A ministra citou ainda, como exemplo de boa mediação de conflitos internacionais, as negociações do governo federal com a Bolívia sobre a ameaça de reajuste do gás natural vendido ao Brasil.

 

"Com o Evo Morales, (as negociações) fluíram porque tivemos uma posição firme e diálogo", explicou Dilma, que participa da assinatura do edital para concorrência da Transpetro para a construção de 20 comboios para o escoamento de etanol pela hidrovia Tietê-Paraná.

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