Dilma diz apoiar descriminalização do aborto no País

'Esta não é uma questão de foro íntimo, mas sim de saúde pública, e precisa ser regulamentada', afirma

ELIZABETH LOPES, Agencia Estado

04 de outubro de 2007 | 14h30

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez nesta quinta-feira, 4, uma defesa da descriminalização do aborto no País. "É um absurdo que não há a descriminalização do aborto no Brasil, pois esta não é uma questão de foro íntimo, mas sim de saúde pública, e precisa ser regulamentada", frisou ela, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo.Um dos momentos de maior descontração da entrevista, foi quando Dilma revelou sua personalidade: "Sou uma mulher dura, rodeada de homens meigos". E continuou, arrancando risos dos presentes: "Eu nunca ouvi dizer que um homem fosse duro".     Veja também:   Dilma Roussef nega ser candidata à sucessão de Lula em 2010   Também na sabatina, a ministra negou que seja candidata à sucessão presidencial de 2010. Segundo ela, não interessa ao governo, com apenas dez meses de atividade nesse segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficar discutindo esse tipo de assunto. "A discussão pode encurtar o mandato, e pessoalmente eu não sou candidata", disse.   A ministra disse que vê como uma espécie de homenagem a lembrança de seu nome para sucessão do presidente Lula, mas voltou a dizer que o momento não é oportuno para esse tipo de discussão. Apesar disso, quando foi questionada sobre o nome de outros prováveis candidatos, como o do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), ela ressaltou: "Sem sombra de dúvidas, ele tem todas as condições de ser candidato à presidência da República, porque já deu contribuições importantes ao País".   Ainda sobre política, a ministra ironizou um dos chavões mais utilizados pelo tucano Geraldo Alckmin na campanha presidencial do ano passado. "Desconfiem quando se fala em choque de gestão, porque só quem não geriu é que usa esse termo. Isso é uma maquiagem". Segundo ela, não se faz modificações na máquina do governo sem um processo que inclua, por exemplo, mudanças estruturais. E quando se faz um choque, em um ano, nos anos posteriores o governo é obrigado a voltar a gastar mais. "Uma coisa é o discurso e a outra é a prática", alfinetou. Questionada sobre o governo FHC, Dilma disse que a gestão tucana teve alguns pontos positivos. "FHC teve méritos, mas isso não significa que eu concorde com a orientação do governo dele", comentou. Ela ainda criticou a política de privatização realizada pelos tucanos. var keywords = "";

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