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Dilma divulga mensagem de apoio a Chico Buarque

'Não podemos aceitar o ódio e a intolerância', afirmou a presidente em seu perfil oficial no Twitter

Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

23 de dezembro de 2015 | 12h41

São Paulo - Nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff se solidarizou com o compositor Chico Buarque, que nessa terça, foi hostilizado em uma discussão política em frente a um restaurante no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, com um grupo que acusou o PT, de ser bandido. "Minha solidariedade a Chico Buarque, um dos maiores artistas brasileiros, que foi hostilizado no Rio por conta de suas posições políticas", diz a presidente em sua página na rede de microblogs Twitter. E complementa: "Não podemos aceitar o ódio e a intolerância."

 

Ainda em sua página no Twitter, a petista destaca que o Brasil tem uma tradição de conviver de forma pacífica com as diferenças. "É preciso respeitar as divergências de opinião. A disputa política é saudável, mas deve ser feita de forma respeitosa, não furiosa." E diz que reafirma o seu repúdio a qualquer tipo de intolerância, "inclusive à patrulha ideológica". "A Chico e seus amigos, o meu carinho."

 

O compositor Chico Buarque não esconde sua simpatia pelo PT. Na campanha presidencial do ano passado, ele gravou um vídeo apoiando a reeleição de Dilma Rousseff.

 

Lula. Além de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também usou as redes sociais para defender o compositor. Em um post em sua página no Facebook, o petista diz que Chico Buarque "é um patrimônio da cultura e do povo brasileiro, o maior artista, o mais fino intérprete da alma de nossa gente, admirado, por tudo o que fez e faz na música e na literatura, e respeitado, como cidadão consciente que jamais se omitiu nas lutas pela democracia e justiça social."

 

No post, Lula diz também que "um brasileiro com essa trajetória, e que tem no sangue a herança do professor Sérgio Buarque e de dona Maria Amélia, não merece ser ofendido, muito menos por sua coerência". "É muito triste ver a que ponto o ódio de classe rebaixa o comportamento de alguns que se consideram superiores, mas não passam de analfabetos políticos. Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia. Receba, querido Chico, nossa solidariedade, sempre", complementa.

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