Dilma divide programa com Lula; Serra mostra a família

No último horário eleitoral gratuito da campanha eleitoral, os candidatos à sucessão presidencial repetiram as inserções exibidas no início da tarde de hoje (30), nas quais retomaram as suas biografias e agradeceram aos eleitores pelo apoio dado durante a campanha. O tucano José Serra encerrou a participação na TV da mesma forma que começou, com imagens dele em família, cantarolando com filhos e netos e lendo a Bíblia. A petista Dilma Rousseff preferiu explorar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, promovendo mais uma vez uma espécie de jogral, no qual Lula e Dilma dialogaram em diferentes regiões do Brasil.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 21h56

Na peça do PT, Lula e Dilma foram os protagonistas de uma inserção que pregou a continuidade com melhorias. "Com a Dilma, nada vai parar. Ela é a certeza de que o Brasil continuará mudando", disse o presidente. A petista prometeu respeitar as liberdades individuais e as religiões, transformar o País em uma nação de classe média e "aperfeiçoar o trabalho do presidente Lula". "Você que acredita em mim e acha bom o meu governo, vote em Dilma", pediu o presidente. Em Minas Gerais, a candidata do PT solicitou aos telespectadores que optem pelo melhor dos dois modelos de governo que disputam a Presidência. E Lula, em Porto Alegre, emendou: "Votar na Dilma é votar em mim." No final da peça, o locutor chamou o dia das eleições, 3 de outubro, de "domingo de Dilma".

A inserção do PSDB apostou numa faceta familiar do candidato José Serra, mostrado ao lado dos netos e de eleitores. Na propaganda, o tucano foi apresentado como "avô coruja" e "amigo fiel" dos eleitores. "Minha história de vida é limpa e íntegra", ressaltou o candidato. O programa enumerou as principais promessas de Serra nesta campanha, como o salário mínimo de R$ 600 e o reajuste de 10% a aposentados e pensionistas. "Vou governar somando e não dividindo", disse o candidato, ao prometer construir uma economia forte e um governo que proteja os mais fracos. A campanha tucana, que ganhou direito de resposta contra o PSTU, rebateu o que chamou de "calúnias" contra Serra.

A candidata do PV, Marina Silva, explorou na TV o crescimento nas últimas pesquisas de intenção de voto e a "onda verde" que poderia levá-la ao segundo turno. "Vamos mostrar no segundo turno que ninguém pode contra a voz do povo", pediu a candidata, que se apresentou ainda como uma mulher que veio do Brasil mais profundo. "Eu vejo uma nação de economia forte que usa as riquezas naturais com inteligência", pregou a candidata. Marina pediu ainda ao eleitor que vote com "sonhos" e "consciência" no dia 3 de outubro.

Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, despediu-se dos eleitores e aproveitou para pedir votos. "Quero de você o seu voto e o seu apoio amanhã", disse.

O candidato Ivan Pinheiro, do PCB, disse que continuará ao lado dos cidadãos "nas lutas por um Brasil mais justo". Rui Costa Pimenta, do PCO, protestou contra a "falta de democracia" nas eleições. José Maria Eymael, do PSDC, e Levy Fidelix, do PRTB, limitaram-se a agradecer o apoio dos eleitores. A inserção do PSTU deu espaço ao direito de resposta do PSDB.

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