Dilma deve concluir reforma ministerial até janeiro

Com um mapa da Esplanada em mãos, integrantes da cúpula de partidos da base aliada acompanham de perto as movimentações dos candidatos a uma vaga na reforma ministerial. Representantes do PT, partido da presidente Dilma Rousseff, e do PMDB, do vice-presidente Michel Temer, dão como certa que a dança das cadeiras será concluída até a segunda quinzena de janeiro de 2014.

ERICH DECAT, Agência Estado

08 de novembro de 2013 | 21h05

Esse prazo seguiria uma determinação do ex-presidente Lula, que defende que os candidatos iniciem o ano livre para poderem articular futuras alianças. Também estaria sendo levado em consideração o fato de que é até o dia 15 de janeiro que, normalmente, os ministérios conseguem "ajustar" os cortes e definir possíveis alterações nas emendas parlamentares apresentadas pelos deputados e senadores até o dia 31 de dezembro de 2013.

Segundo integrantes do PT com acesso ao Palácio do Planalto, nos principais ministérios do partido, a presidente Dilma deve fazer mudanças "caseiras". Para o lugar do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, três nomes hoje estão na lista: o do Secretário de Gestão de Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales; o do Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, e o do secretário de Gestão Estratégica, Odorico Monteiro. Por levar o "carimbo" do Programa Mais Médicos, uma das principais apostas do governo Dilma para a campanha de 2014, Mozart Sales estaria à frente dos demais na preferência da presidente.

Com o possível licenciamento do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que poderá integrar o núcleo de campanha de Dilma, um dos nomes cotados para substituí-lo é o do secretário executivo, José Henrique Paim. Outra mudança considerada como "caseira" é a substituição da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pelo secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Gabas. A ministra deve disputar o governo do Paraná. Gabas é considerado como um quadro técnico, o que agrada a Dilma, e político, o que atende ao perfil desejado pelos parlamentares.

No Palácio do Planalto, também deve sair como candidata a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Atualmente, a vaga dela estaria sendo cobiçada por três nomes da bancada do PT da Câmara: o do ex-presidente da Casa Marco Maia (RS), Ricardo Berzoini (SP) e Nelson Pellegrino (BA).

PMDB e PROS

No tabuleiro das forças partidárias na Esplanada, o PMDB deve ficar com o ministério da Integração, mas poderá ceder o do Turismo para o recém-criado PROS, dirigido pelo governador do Ceará, Cid Gomes, que rompeu com o PSB após o presidente do partido, Eduardo Campos, sinalizar que será candidato à presidência da República no próximo ano. Além do Turismo, o PROS ficaria com a Secretaria dos Portos, pasta que estaria na cota dos irmãos Gomes.

Apesar dessa possibilidade, a bancada do PMDB na Câmara ainda defende para o lugar do atual ministro do Turismo, Gastão Vieira, o nome do Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Fábio Rios Mota, considerado como um dos "operadores" do deputado Danilo Fortes (PMDB-CE).

Com base política na Bahia, Mota encontraria, no entanto, resistência do ex-ministro da Integração Geddel Vieira Lima (PMDB), que deverá se candidatar ao governo baiano contra um nome indicado pelo atual governador, Jaques Wagner (PT).

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