Dilma destaca fornecimento de energia a Assunção

Ao brindar as relações entre Brasil e Paraguai, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância dos acordos realizados entre os dois países e comemorou o fato de a linha de transmissão que levará energia de Itaipu a Assunção estar concluída em outubro. Na manhã desta segunda-feira, 30, Dilma recebeu o novo presidente do Paraguai, Horacio Cartes.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

30 de setembro de 2013 | 15h53

Ao comemorar o fato de a energia chegar à capital paraguaia, Dilma lembrou os problemas de energia enfrentados pelo Brasil. "A energia elétrica é condição para o desenvolvimento de regiões. Nós sabemos disso porque aqui no Brasil também tivemos momentos de deficiência na questão energética e sabemos o peso que pagamos por isso. Estou satisfeitíssima do resultado das nossas relações ser tão positivo", declarou Dilma.

A presidente afirmou ter ficado "muito feliz porque a linha de transmissão que permite levar a energia de Itaipu a Assunção está pronta em outubro e ser colocada definitivamente para comercialização em novembro". Para Dilma, a " prosperidade dos nossos países depende da nossa capacidade de articular uma integração econômica, cultural, no sentido de cooperação intensa entre os dois países".

Em seguida, a presidente ressaltou que "o Brasil tem clareza da importância da Unasul, do Mercosul, e das relações bilaterais entre os países da America Latina". E emendou: "Nós sabemos que essas relações importam para a construção da integração e do desenvolvimento dos nossos países".

Reintegração

A presidente reservou a parte final do seu discurso para fazer o aceno mais enfático ao presidente paraguaio sobre o retorno do país vizinho ao Mercosul. "Consideramos que essa participação tem um significado muito importante neste momento", disse a presidente, "Consideramos que sermos capazes de integrar da Patagônia (Argentina) ao Caribe (Venezuela) torna a nossa região com um tecido multilateral muito mais forte", destacou.

Segundo Dilma, a integração é o caminho mais seguro, tanto para enfrentar os momentos de prosperidade quanto para enfrentarmos momentos de crise". Dilma insistiu que a integração "permite que nós viabilizemos de forma mais produtiva e eficaz as nossas aspirações e nossos projetos por meio da combinação das nossas riquezas, por meio da capacidade diferenciada das nossa economias e da integração das nossas cadeias produtivas".

Apesar de a presidente ter exaltado a importância da volta do Paraguai ao Mercosul, o presidente Cartes não falou sobre o reingresso do Paraguai ao bloco. Limitou-se a agradecer a presidente Dilma, pelo apoio e preocupação do Brasil em trazer o Paraguai de volta ao Mercado Comum, tratando o assunto muito superficialmente.

O Paraguai está fora do Mercosul desde a saída do ex-presidente Fernando Lugo, que sofreu impeachment pelo Congresso paraguaio. Com a ausência do Paraguai do bloco, os demais integrantes conseguiram a entrada da Venezuela ao mercado comum, o que o Parlamento paraguaio repudiava.

Agora, com a posse do novo presidente, a expectativa é de volta do Paraguai ao bloco, mas os paraguaios estão protelando esta volta para evitar que ela ocorra enquanto a Venezuela estiver na presidência do Mercosul.

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