Ichiro Guerra/PR
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Dilma descarta existência de atritos com Alckmin

Em cerimônia em SP, presidente destaca que pretende manter o processo de aproximação com São Paulo

12 de janeiro de 2012 | 13h20

Em clima de "parceria", a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) - três dos principais cabos eleitorais da disputa municipal de outubro - dividiram em São Paulo o palanque de lançamento de uma nova etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. Após a assinatura de um contrato de investimentos de R$ 6,15 bilhões na construção de moradias populares no Estado, Dilma descartou a existência de atritos com Alckmin - nome forte de um partido de oposição a seu governo.

 

"Podemos ter divergências eleitorais, mas, terminadas as eleições, essas divergências deixam de existir", afirmou a presidente. "O que mostra maturidade (na política brasileira) é essa relação independente de origem partidária ou credo político."

 

Na cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Dilma destacou que pretende manter o processo de aproximação com São Paulo, ressaltando que "é impossível governar sem o governador do Estado e os prefeitos". A presidente também fez referência a Kassab, com quem ela afirmou ter "uma parceria muito produtiva".

Dilma, no entanto, indicou que o déficit habitacional no País se deve a "um processo muito longo de não-investimento", sem atribuir a responsabilidade direta ao governo tucano, que antecedeu o PT no Palácio do Planalto.

 

Em seu discurso, Alckmin se referiu a Dilma como "presidenta" - como ela afirma preferir - e também agradeceu ao governo federal pela parceria no programa habitacional, descartando divergências políticas.

 

"No que depender de São Paulo, os alicerces que promoveram essa harmonia vão permanecer de pé, independentemente de qualquer intempérie", disse o governador. "Não é todo dia que a gente assina um convênio de R$ 8 bilhões."

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