Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Dilma demonstra 'receio' com aumento da Cide

A ideia vem sendo avaliada pela equipe econômica como uma das maneiras de recompor o caixa do governo

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2015 | 19h58

Brasília - A presidente Dilma Rousseff demonstrou preocupação com a proposta de elevação da Cide, imposto que incide sobre combustíveis. Segundo interlocutores da petista, ela tem "receio" do impacto inflacionário que o aumento da alíquota poderia causar.

 

A ideia vem sendo avaliada pela equipe econômica como uma das maneiras de recompor o caixa. Desde que o Orçamento de 2016 foi apresentado ao Congresso com déficit de R$ 30,5 bilhões, o governo tem defendido que é preciso buscar novas fontes de recursos para cobrir o rombo. 

 

Depois de a proposta da recriação da CPMF não ter conseguido avançar, a área econômica já admite a possibilidade de recorrer à elevação das alíquotas de tributos que não precisam de aprovação do Congresso, apenas de uma "canetada" da presidente. Uma delas seria a Cide, mas também há estudos sobre o aumento do IPI e IOF.

 

Segundo um auxiliar palaciano, porém, todas essas alternativas, por enquanto, são "especulações". Segundo ele, qualquer decisão de Dilma será tomada depois de amplo debate com os parlamentares e representantes da sociedade.

 

O vice-presidente Michel Temer chegou a cogitar a possibilidade de defender o aumento da Cide. O vice teria ficado "impressionado" com a argumentação do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto sobre a ampliação do imposto, o que geraria receita para Estados e a União. Ele, no entanto, recuou depois de a ideia ser rejeitada pela cúpula do PMDB no Congresso. 

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