Dilma defende sigilo de orçamento para obras da Copa

Presidente afirmou que regime especial foi mal interpretado e que a medida ajuda a reduzir preços e evitar a formação de cartel

Anne Warth e Gustavo Porto, da Agência Estado

17 de junho de 2011 | 15h24

RIBEIRÃO PRETO - A presidente da República, Dilma Rousseff, defendeu há pouco o sigilo do orçamento que consta na medida provisória aprovada pela Câmara dos Deputados na noite da última quarta-feira, 15, e que prevê a manutenção em segredo de orçamentos feitos por órgãos federais estaduais e municipais para o regime de contratação especial das obras da Copa do Mundo 2014.

 

Segundo a presidente, o sigilo vale para as empresas que participarão de licitações, mas o orçamento estará aberto para todos os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo ela, a medida ajuda a reduzir preços e evitar a formação de cartel. "A técnica que se usa é não mostrar o orçamento, mas quem fiscaliza sabe direitinho qual o valor", explicou Dilma, em Ribeirão Preto (SP), após o lançamento do Plano de Safra 2011/2012.

 

Segundo a presidente, o regime especial foi "discutido amplamente" entre governo e os órgãos reguladores e "faz parte das melhores práticas da OCDE e da União Europeia". Ainda segundo ela, após o processo licitatório ser finalizado, "você explicita o orçamento" para a população. "Eu lamento a má interpretação que se deu a isso, não tenho interesse em ocultar, pelo contrário, porque não se oculta da sociedade", concluiu.

 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também participou do lançamento do Plano de Safra 2011/2012, disse sobre o tema: "Acho que a presidente explicou que não é objetivo esconder os números. A presidente, como todos nós, tem compromisso com a transparência."

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