Dilma defende relação harmoniosa na América Latina

Durante visita oficial do chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, ao Brasil, presidente reforma interesse brasileiro em aumentar comércio com país vizinho

Leonêncio Nossa, da Agência Estado

06 de junho de 2011 | 15h45

BRASÍLIA - Em declaração conjunta com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a presidente Dilma Rousseff defendeu a integração e cooperação harmoniosa dos países latino-americanos, respeitando os direitos humanos.

"O Brasil sempre estará lutando pela integração dos nossos países, por uma harmoniosa cooperação e um modelo de desenvolvimento, sempre respeitando os direitos humanos, disse. "Acredito que houve grandes avanços nesta última década por esse espírito de cooperação e nós olhamos com muita esperança para o futuro de nossa região, e que tenhamos países muito desenvolvidos e democráticos", acrescentou Dilma, ao lado de Chávez, no Palácio do Planalto, após assinatura de atos.

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Segundo Dilma, o tempo coloca para o Brasil e a Venezuela desafios fortes nas áreas da economia, da política, da cooperação científica, dos direitos humanos e na área social. Ela destacou o aumento do comércio bilateral, no último ano, e ressaltou o interesse do Brasil em aumentar a importação de diesel e etanol venezuelano.

Chávez, por sua vez, enfatizou o trabalho dos dois países na erradicação da miséria, disse que a relação entre Brasil e Venezuela não se limita a um intercâmbio comercial e que a presidente Dilma está ajudando a consolidar um modelo de cooperação econômica, social e científica, que começou a ser implantado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem define como oito "maravilhosos" anos de mandato.

Chávez aproveitou ainda para parabenizar o candidato nacionalista Ollanta Humala, que venceu as eleições para a presidência, no Peru. Na reta final da campanha Humala procurou se desvincular de Chávez (que o apoiou no pleito de 2006) para buscar apoio da classe média peruana.

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