Dilma defende programas sociais e anuncia nova fase do MCMV

Presidente alertou beneficiários contra uso eleitoreiro do programa e disse que próximo presidente 'tem que repetir a dose' na construção de moradias

Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2013 | 14h17

A presidente Dilma Rousseff defendeu, na manhã desta terça-feira, 15, os programas assistenciais do governo federal e a forma como os recursos públicos são empregados. “Se alguém perguntar: 'para onde vai o dinheiro dos impostos?' Ele vai para pagar a casa de vocês, vai para pagar essas casas”, disse a presidente, durante entrega de 1.740 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Vitória da Conquista, no sul da Bahia. As obras consumiram R$ 96,6 milhões.

Na solenidade, ela ainda tentou afastar as acusações de que os programas sejam eleitoreiros. “Ninguém pode chegar para vocês e falar 'olha, vocês ganharam a casa, então me faça esse favor aqui, porque eu te ajudei'”, argumentou. “O dinheiro que financia estas casas é o dinheiro dos impostos, do povo brasileiro. É o dinheiro da dignidade e da cidadania, é o dinheiro de vocês.”

Dilma anunciou, ainda, que está em estudos a próxima fase do Minha Casa, Minha Vida. “Quando nós lançamos este plano, no finalzinho de 2009, falamos que a gente ia fazer 1 milhão de moradias, mas muita gente disse que esse programa não era para valer, que tínhamos lançado só para enganar”, lembrou. “Conseguimos, até o fim de 2010, no governo do presidente Lula, contratar 1 milhão, construímos uma parte no meu governo, e, como a gente tinha aprendido como fazer rápido essas casas, decidimos que que íamos fazer mais 2 milhões até 2014. Agora, vamos fazer 2,75 milhões até o fim do ano que vem – e acho vamos cumprir essa meta sem problemas. Por isso, estamos pensando em deixar pronta uma nova fase.”

Segundo a presidente, a ideia é que, no próximo governo, a meta de casas construídas seja similar à de sua atual gestão. “Não basta fazer 2,75 milhões de novas casas, quem vier depois de mim tem de repetir a dose”, afirmou. “Por isso, nós vamos avaliar uma nova quantidade de habitações e vamos colocar a viabilidade dessas habitações bem clara. O País tem de ter o compromisso de acabar com o déficit habitacional. Os brasileiros precisam dessas casas para que possamos ser uma nação desenvolvida. Não só é possível enfrentar esse déficit habitacional como nós todas as condições para fazê-lo.”

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