Dilma defende plano de Marina Silva para Amazônia

De olho no apoio de Marina Silva, candidata derrotada do PV à Presidência da República, a presidenciável petista Dilma Rousseff saiu hoje em defesa do Plano Amazônia Sustentável (PAS). O programa foi elaborado na época em que Marina estava à frente do Ministério do Meio Ambiente, mas acabou sob a coordenação do ministro extraordinário do Núcleo de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Este foi um dos motivos da saída de Marina do governo, cinco dias depois do lançamento do PAS.

EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

14 de outubro de 2010 | 19h55

"Os fundamentos do PAS, e aí é uma questão de justiça com a ministra Marina, foi ela que estabeleceu. Eles são absolutamente vitoriosos no processo de redução do desmatamento e desenvolvimento da Amazônia", afirmou Dilma. "Eu participei junto com o Ministério do Meio Ambiente, no caso com a Marina, do PAS. E eu concordo com o plano. Acho que o plano combina ações importantes. O meu programa de meio ambiente é o programa desenvolvido pelo governo federal nos últimos anos com aquelas bases", disse. "Agora, obviamente nós vamos ter de avançar mais."

Ela citou o caso do fim do desmatamento do cerrado. Este é um dos 42 compromissos do documento "Agenda por um Brasil Justo e Sustentável" que o PV submeteu à analise dos candidatos ao segundo turno das eleições presidenciais. Para a petista, o PAS não precisa passar por uma revisão. Terceira colocada na corrida presidencial com quase 20 milhões de votos, Marina é disputada por Dilma e pelo tucano José Serra.

Dilma também elogiou a operação Arco de Fogo, feita pelo ministério em conjunto com a Polícia Federal (PF), para conter o desmatamento. Esta operação ganhou força na gestão do ex-ministro Carlos Minc, que substituiu Marina no Meio Ambiente.

A petista desconversou sobre eventuais divergências que teve com Marina Silva na época em que ambas eram ministras do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu acredito que nesta área da Amazônia não houve nenhuma divergência", disse. Dilma não quis comentar pesquisa divulgada hoje que pela primeira vez aponta empate técnico com Serra.

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