Dilma defende manutenção 'irremediável' do combate à pobreza

A ministra-chefe da Casa Civil, DilmaRousseff, afirmou na segunda-feira que os esforços para aerradicação da pobreza devem ser mantidos, acenando paracompromissos de um futuro governo. No mesmo dia em que um jornal argentino publicou entrevistana qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que seusucessor poderá ser uma mulher, Dilma defendeu a permanência daluta contra a desigualdade social. "É impossível, no mundo moderno, e principalmente nestemomento, se pensar num país de 190 milhões de habitantes sem,de forma irremediável, lutar para que esses brasileiros sejamconsumidores, trabalhadores ou empresários", afirmou. Dilma é apontada como possível candidata à sucessão de Lulae sua indicação se reforça com declarações como a que opresidente deu ao jornal Clarín. "Com muita humildade, digo que vou eleger meu sucessor. Nãoposso dizer quem é, mas posso assegurar que há muitaspossibilidades de que seja uma mulher", disse Lula. Em discurso durante a cerimônia de abertura do seminário emcomemoração aos 200 anos do Ministério da Fazenda, Dilmalembrou aos presentes que é a coordenadora do Programa deAceleração do Crescimento (PAC), lançado ano passado pelogoverno com o objetivo de destravar o desenvolvimento do país. Citando o exemplo dos servidores do Ministério da Fazenda,disse que o funcionalismo público deve ser profissional paraque o Estado consiga planejar seu futuro e executar suaspolíticas. "O PAC é um dos primeiros degraus para os próximos anos noque se refere a uma política sistemática de investimentos noBrasil", afirmou Dilma. Assim como demonstrou preocupação com os menos favorecidos,a ministra também se dirigiu ao mercado, defendendo o respeitoaos contratos, e ainda acenou aos adversários políticos,afirmando que a atual situação do país também se deve a medidasadotadas por governos anteriores. O evento contou comex-ministros da Fazenda ligados a diversos partidos. "Se nós não tivermos essa perspectiva histórica do passado,certamente também não conseguiremos pensar o futuro", disseela.(Reportagem de Fernando Exman)

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