Dilma defende manutenção da autonomia do BC e ironiza Serra

'Dizem que o Banco Central não é Santa Sé', falou a petista em referência a recente declaração do candidato do PSDB

Gustavo Chacra, de O Estado de S.Paulo

21 Maio 2010 | 15h17

NOVA YORK - A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, defendeu ontem a manutenção da autonomia operacional do Banco Central durante evento organizado pela BM&F -Bovespa em Nova York sobre as eleições presidenciais deste ano.Sem citar o nome, a ex-ministra também ironizou o seu rival José Serra.

 

"Dizem que o Banco Central não é Santa Sé", disse, em referência a recente declaração do candidato do PSDB. "Mas é imprescindível que se mantenha a autonomia operacional" da entidade, acrescentou, em meio a aplausos dos presentes, que incluíam políticos brasileiros, como a ex-prefeita Marta Suplicy, e funcionários de bancos como o Goldman Sachs. O BC possui, segundo Dilma, "melhor conhecimento de todos os bancos e informações internacionais. A autonomia operacional serviu para que a gente tivesse estabilidade".

 

Durante a sua palestra, que durou mais de uma hora, Dilma citou três vezes o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que a acompanha em Nova York. Porém em nenhum momento ela falou o nome do atual ministro, Guido Mantega.

 

No mesmo evento, William Rhodes, conselheiro sênior do Citigroup, afirmou que o Brasil fez um bom trabalho na recessão, mas falta reforma fiscal. O economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade de Princeton, defendeu mais investimentos em educação, como Finlândia, Israel e Coreia do Sul. A revista The Economist e o jornal The Washington Post publicaram reportagens ontem advertindo para riscos que a economia brasileira corre.

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