Dilma defende mais presídios de segurança máxima

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje ser a favor da construção de novos presídios de segurança máxima. "Acho que tem de ser construídos mais presídios de alta periculosidade, tantos quanto forem necessários", afirmou, durante o programa "Roda Vida", transmitido ao vivo pela internet e que será exibido às 22h pela TV Cultura. "Não acho que a gente tenha de negociar com o crime", declarou.

ANNE WARTH, Agência Estado

28 de junho de 2010 | 19h29

Dilma disse, porém, que não basta fazer novos presídios, uma vez que os Estados que possuem prisões desse tipo resistem a receber os presidiários considerados mais perigosos. "Fizemos quatro novos presídios, cada um 250 vagas, e durante muito tempo tivemos dificuldade de ocupá-los porque existia resistência dos Estados", justificou.

Na avaliação dela, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantadas em favelas do Rio de Janeiro, são uma concepção adequada de política de segurança pública. "A grande característica desse projeto é perceber que o crime ocupa um território, se estabelece nele e passa a ser um poder paralelo ao do Estado", afirmou.

De acordo com ela, o ideal é combinar essa política a uma ação repressiva e de afirmação da autoridade. "É necessário que o Estado volte para locais de onde tinha se afastado, volte a investir em habitação e saneamento básico", afirmou.

Ela também defendeu o trabalho da Força Nacional de Segurança Pública. "O Exército não é especializado em fazer segurança pública", opinou.

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