Dilma defende Egito como mediador de Israel e Palestina

Durante discurso feito no Palácio do Itamaraty, em homenagem ao presidente egípcio, Mohamed Morsi, a presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quarta-feira "o papel mediador" do Egito no conflito entre Israel e Palestina e pregou a superação da "paralisia" que domina o processo de paz entre os dois países. Segundo Dilma, o Brasil pode estender a mão para que, junto com os egípcios, se possa trabalhar para a "superação negociada do conflitos e construção de um mundo de paz". Morsi, por sua vez, elogiou a posição brasileira de apoio ao povo palestino.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

08 de maio de 2013 | 19h05

Em sua fala, Dilma destacou ainda da necessidade de crescimento das relações comerciais e econômicas entre Brasil e Egito. Ela citou a importância do seminário que reunirá empresários dos dois países nesta quinta-feira, 9, em São Paulo, onde se espera que negócios sejam ampliados. Já o presidente egípcio pregou a necessidade de o seu país encontrar novos parceiros e comentou a importância da parceria com o Brasil, lembrando que os brasileiros também têm a mesma vontade de estreitar as relações econômicas com novas nações.

Dilma afirmou que Morsi é o líder de "um novo Egito", que está promovendo a reconstrução da democracia social no país e citou que ficou comovida com a sua disposição de levar o desenvolvimento àquele país. Ela defendeu também a importância do diálogo e da cooperação Sul-Sul e disse que Brasil e Egito poderão trabalhar juntos pela reforma da governança global.

Ao finalizar sua fala, Morsi fez questão de convidar Dilma a visitar seu país e desejou sucesso ao Brasil, na Copa do Mundo de 2014. Durante o almoço no Itamaraty não houve o tradicional champanhe para o brinde entre os presidentes e os convidados. Em respeito à tradição e à religião muçulmana, que proíbe que muçulmanos consumam bebida alcoólica, o brinde foi feito com suco de abacaxi com hortelã. Esta foi a primeira viagem de um presidente do Egito ao Brasil.

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