Dilma defende colaboração de emergentes contra crise

Em seu discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff disse hoje que os países emergentes podem colaborar com soluções para a crise econômica internacional e que as instituições internacionais devem trabalhar em conjunto. "A ONU e essas organizações precisam emitir sinais claros de coesão política e coordenação macroeconômica", disse a presidente.

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2011 | 11h46

"Os países superavitários devem estimular seus mercados internos", recomendou. Ao citar os países com problemas de dívida soberana, Dilma defendeu ações contra a guerra cambial. "É preciso impor controles à guerra cambial", disse.

Dilma também pediu mais participação dos países emergentes nas instituições financeiras internacionais. "A reforma das instituições financeiras deve prosseguir com a participação dos países emergentes, principais responsáveis pelo crescimento mundial", emendou.

Segundo a presidente, o Brasil não está imune à crise, mas está tomando providências para evitá-la. "Estamos tomando precauções adicionais para reforçar nossa capacidade de resistência à crise fortalecendo nosso mercado interno com políticas de distribuição de renda", relatou.

Pobreza

No discurso, Dilma também frisou que o Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. "É a política de combate às desigualdades", emendou. Segundo ela, o País avançou em suas políticas econômica e social, sem comprometer sua liberdade democrática. "Os objetivos do milênio (estabelecidos para 2015) já foram cumpridos pelo Brasil".

A presidente citou que quase 40 milhões de brasileiros saíram da pobreza e estão inseridos na chamada nova classe média. "E tenho certeza que até o final do meu governo, vamos erradicar a pobreza no País", destacou. Dilma disse que a mulher tem papel central em seu governo, mas reconheceu que o País, como um todo, ainda precisa fazer muito mais pelo reconhecimento da mulher.

"Além do meu querido Brasil, me sinto representando todas as mulheres do mundo: as anônimas que passam fome, aquelas que padecem de doenças, as que sofrem violência e são discriminadas, aquelas cujo trabalho no lar cria gerações futuras. Junto minha voz à voz das mulheres que ousaram lutar e participar da vida profissional e política e conquistaram espaço de poder."

A presidente citou que foi torturada no cárcere e disse que, por este motivo, sabe como são importantes os valores da democracia, justiça, liberdade e dos direitos humanos. Após a fala de Dilma Rousseff, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi à tribuna da ONU proferir seu discurso.

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