Dilma defende aumento do salário de ministros

Presidente eleita disse que compensação de R$ 12 mil 'é muito defasada em relação ao mercado'

João Domingos, enviado especial de O Estado de S.Paulo,

11 de novembro de 2010 | 08h04

SEUL (Coreia do Sul) - A presidente eleita, Dilma Rousseff, defendeu o aumento do salário dos ministros que vai nomear para sua equipe. Recusou-se, no entanto, a comentar a possibilidade de ter o seu futuro salário de presidente reajustado, como defende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Indagada durante entrevista à imprensa no hotel em que está hospedada em Seul, na Coreia do Sul, se concorda com o aumento, Dilma afirmou que é a última a saber desse debate. "Agora, de fato alguma coisa tem de ser feita em relação ao salário dos ministros porque, caso contrário, nós não vamos ter ninguém para ser ministro do Brasil. (O salário deles) é muito defasado em relação ao mercado", disse a presidente eleita.

 

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Atualmente, os ministros têm salário de cerca de R$ 12 mil mensais. O do presidente da República é um pouco maior. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebem R$ 26,7 mil e querem elevá-lo para R$ 30,6 mil. Deputados e senadores ganham cerca de R$ 16,5 mil. Eles querem aumento para R$ 24,5 mil. Dilma disse que não vai se envolver na discussão sobre o salário dela nem dos ministros do STF e dos congressistas. "Eles têm de ver, não sou eu que vou decidir."

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