Dilma defende ação conjunta com UE para conter temor de recessão

Brasil e União Europeia precisam adotar uma ação coordenada para acalmar mercados temerosos com o contágio global resultante da crise da dívida da Europa, disseram a presidente Dilma Rousseff e líderes do bloco nesta terça-feira.

REUTERS

04 de outubro de 2011 | 11h13

"É fundamental a coordenação política entre os países para fazer face a esse momento internacional", disse Dilma a jornalistas após reunião com autoridades do Conselho da União Europeia e a Comissão Europeia.

"A ausência de regulação eficaz no sistema financeiro está na origem de todo esse processo", disse ela.

A incapacidade da UE para encontrar uma resposta conjunta rápida para a crise da dívida está aumentando os temores de recessão.

Os líderes da UE, que se encontrarão no final deste mês, e uma reunião de líderes do G20 no mês que vem, terão que corrigir esta imagem, disse o presidente da UE, Herman Van Rompuy.

"Uma ação forte e coordenada será necessária para evitar que a economia global caia em recessão. A UE e o Brasil irão cooperar estreitamente para evitar que isso aconteça na cúpula do G20 em Cannes", disse Van Rompuy.

Dilma advertiu contra "ajustes fiscais recessivos". Ela disse que medidas restritivas fiscais apenas aprofundaram a estagnação durante os problemas de dívida do Brasil e da América Latina há 30 anos.

"Nós só seremos capazes de sair da crise através do estímulo ao crescimento econômico", disse ela.

A UE é o maior parceiro comercial do Brasil, e os investimentos da UE no Brasil respondem por mais do que os investimentos combinados do bloco na China, Índia e Rússia, os outros países do Bric, de acordo com dados da UE.

A economia do Brasil cresceu 7,5 por cento no ano passado, seu ritmo mais rápido em 24 anos. As economias do Bric têm 4,3 trilhões de dólares em reservas em dinheiro vivo, três quartos do valor em posse da China.

Líderes políticos e empresariais da UE e do Brasil se reuniram na terça-feira para reforçar as relações no comércio, investimento e energia. No entanto, as negociações para um pacto de livre comércio entre a UE e o Mercosul, liderados por Brasil e Argentina, permanecem num impasse.

(Reportagem de Juliane von Reppert-Bismarck)

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