Wilson Pedrosa/AE
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Dilma dá posse a Marta e anuncia verba 65% maior

Presidente destaca que Cultura terá em 2013 R$ 3 bi, que podem se somar a R$ 2,1 bi de leis de incentivo

Tânia Monteiro, Denise Madueño e Débora Bergamasco

13 de setembro de 2012 | 22h49

Com promessas de turbinar o orçamento da Cultura, a presidente Dilma Rousseff deu posse na quinta-feira, 13, à senadora Marta Suplicy (PT-SP) no Ministério da Cultura, em substituição a Ana de Hollanda, que deixou o cargo depois de um longo processo de fritura no governo. A presidente fez questão destacar o volume de recursos destinados à pasta em 2013: R$ 3 bilhões, que poderão ser somados a outros R$ 2,1 bilhões, provenientes das leis de incentivo à cultura.

"Trata-se de um aumento de 65% em relação a 2012, um legado importante que Ana de Hollanda deixou para Marta Suplicy", disse a presidente em discurso. Na verdade, ela respondia a uma crítica da Ana de Hollanda, que se queixou em carta ao Ministério do Planejamento de risco à gestão na Cultura, devido ao seu baixo orçamento. Dilma afirmou ainda que todos os gestores querem mais recursos e que ela não tem dúvidas de que merecem mais, mas que o governo já tem feito muito que é desejo da cultura.

Em seu discurso, Marta Suplicy pediu apoio aos parlamentares para aprovar no Congresso a criação do Vale-Cultura. Pela proposta, trabalhadores e servidores públicos federais que ganham até cinco salários mínimos recebem R$ 50. A proposta prevê também que os aposentados tenham direito ao benefício, mas o valor do vale é menor, R$ 30.

A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, foi cheia de troca de elogios entre a presidente, Marta Suplicy e Ana de Hollanda. Dilma chegou a citar música do grupo de rock nacional Titãs, para falar da importância da cultura para o País: "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte". Dilma lembrou dos produtores independentes e foi bastante aplaudida ao citá-los. "Um produtor cultural independente pode ser uma grande indústria sofisticada", afirmou.

Ao se referir a Marta Suplicy, Dilma disse que a nova ministra da Cultura, com seu "olhar não preconceituoso", será capaz de acolher diferentes manifestações na sociedade e levar à frente a área cultural. A presidente encerrou o discurso fazendo uma referência indireta às declarações de Marta sobre a campanha do candidato petista à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. "Peço a Deus e peço a você que coordene a área da cultura, trabalhe por ela e leve ela à frente." Na quarta-feira, ao falar sobre o seu engajamento na campanha de Haddad, Marta declarou que o trio formado pelo ex-presidente Lula, pela presidente Dilma e por ela será invencível.

Marta, que chega ao Ministério, como recompensa por ter entrado na campanha de Haddad, acentuou que se orgulhava em trabalhar com a presidente Dilma: "Uma mulher forte, arretada e competente a quem tanto admiro". Mais tarde, a presidente Dilma, ao ser perguntada se com ajuda da Marta Suplicy na campanha e no ministério, ficava mais fácil o PT ganhar em São Paulo, a presidente respondeu à repórter "como você é viva".

A nova ministra assegurou que deixará sua marca na gestão à frente do Ministério da Cultura. Lembrou que tem experiências na implementação de iniciativas culturais quando foi prefeita de São Paulo. "Não podemos aceitar a lógica devastadora do mercado e não podemos aceitar a pasteurização", avisou.

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